EMECE-Encontro de Mocidades Espíritas do Ceará

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segunda-feira, 6 de julho de 2009

ESTUPRO DE MENOR E ABORTO: QUE PENSAR?


Recentemente veio à mídia o caso do estupro de uma criança de 9 anos pelo padrasto. A menina engravidou de gêmeos. A equipe médica que acompanhava o caso , por considerar a gravidez de alto risco para a pequena gestante e amparada pela lei brasileira que permite o aborto em caso risco de vida da mãe e em caso de estupro, optou pelo aborto dos fetos.
Não fosse polêmico suficiente o caso em si, ele ganhou novamente a mídia quando o arcebispo de Olinda e Recife excomungou a criança e a equipe médica, mas apenas advertiu o padrasto.

Hoje a imprensa noticia um novo caso de estupro de criança de 11 anos pelo pai adotivo no Rio Grande do Sul. Os casos de violência sexual em família no Brasil infelizmente acontecem, e têm sido objeto de preocupação das autoridades, que mantém programas de incentivo à denúncia, tanto de violência sexual quanto de prostituição infantil, mas em alguns lugares do país a população, que convive com situações cotidianas de exclusão social, não se preocupa em denunciar a prostituição infantil que às vezes acontece nas ruas e beiras de estrada.

Todos conhecem a posição contrária do Espiritismo com relação ao aborto. A Federação Espírita Brasileira tem mantido há anos uma campanha chamada "Em Defesa da Vida", na qual critica abertamente o aborto. Em entrevista ao jornal Espírita Mineiro do primeiro bimestre de 2009 ( http://www.uemmg.org.br/galeria.php?categoria=7&galeria=5&randf=0&randv=0&randa=0 ) critiquei o argumento "meu corpo, minha escolha" geralmente utilizado pelos defensores do aborto.

Este caso, no entanto, ganha um contorno um pouco diferente, uma vez que envolve o risco de vida da gestante. A opinião dos espíritos, ante o questionamento de Allan Kardec mostra-se coerente com o argumento da defesa da vida como valor:

"No caso em que o nascimento da criança pusesse em perigo a vida da mãe dela, haverá crime em sacrificar a criança para salvar a mãe?
- É preferível sacrificar o ser que ainda não existe a sacrificar o que já existe."
(O Livro dos Espíritos, questão 359, tradução de Evandro Noleto Bezerra)
A posição da equipe médica, que também foi posta em questão, parece-nos de acordo com a ética. Ela cumpriu a lei civil brasileira e tomou a difícil decisão de optar em conjunto com a responsável pela criança-gestante (no caso, a mãe dela) qual o melhor procedimento para preservar a vida e a integridade da menina. A criança foi ouvida, mas sua vontade está sempre atrelada às decisões de sua responsável legal. Precisamos levar em consideração que uma criança de nove anos é muito influenciável pelo que lhe dizem os adultos, neste caso, a mãe e os médicos.
Não me parece estranho, que em uma perspectiva de caridade, respeite-se os direitos do padrasto e invista-se na possibilidade de sua recuperação, apesar de todo o mal que ele causou às crianças sob sua responsabilidade.
Causa espanto que uma criança seja responsabilizada e, de certa forma punida (pela autoridade eclesiástica), por decisões que foram tomadas e certamente lhe foram informadas como necessárias para a preservação de sua vida e que uma equipe médica seja admoestada por dar cumprimento à premissa básica da lei brasileira.
Postado por Jáder Sampaio às 7:08 AM 6 comentários Links para esta postagem
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FONTE: http://espiritismocomentado.blogspot.com/search/label/Aborto

quarta-feira, 24 de junho de 2009

A vida é algo que o homem não cria

Graças a Deus, a mãe de Beethoven não o abortou

A vida é algo que o homem não cria; ele não a dá a si mesmo, não tem poder para isso, mas a recebe como dádiva do Criador, dádiva esta que na terra lhe escapa sem que o possa impedir.
Nenhum de nós pode fixar quantos anos vai querer viver, isso escapa às nossas capacidades; é um direito de Deus que nos criou.
É isso que faz a sacralidade da vida humana.
Ninguém tem o direito de decidir sobre a própria vida, como se fosse o seu senhor, e mais ainda, ninguém pode decidir sobre a vida dos outros, definindo quem poderá e quem deverá viver ou morrer.
Os critérios da "vida feliz" são muito ilusórios e pessoais, de modo que não é lícito dizer: "Tal vida infeliz não merece ser vivida"; a experiência mostra que pessoas tidas como "desgraçadas" porque eram cegas, surdas e mudas, foram grandes heroínas da humanidade, deixando à posteridade um patrimônio moral e cultural de grande valor.
Grandes vultos da história foram pessoas deficientes, e que alguém poderia desejar que fossem abortados. É bem conhecido este caso:
Em uma faculdade de Medicina, certo professor propôs à classe a seguinte situação:
– Baseados nas circunstâncias que vou enumerar, que conselhos dariam vocês a certa senhora, grávida do quinto filho?
– O marido sofre de sífilis e ela de tuberculose.
– Seu primeiro filho nasceu cego. O segundo morreu. O terceiro nasceu surdo. O quarto é tuberculoso e ela está pensando seriamente em abortar a quinta gravidez.
Que conselhos vocês dariam a esta mãe?
Com bases nesses fatos, a maioria dos alunos concordou que o aborto seria a melhor alternativa. O professor, então disse aos alunos:
- Os que disseram sim à idéia do aborto, saibam que acabaram de matar o grande compositor Ludwig Van Beethoven.
Mas graças a Deus, a mãe de Beethoven não o abortou.
Trecho do livro: Aborto? Nunca!

Felipe Aquinofelipeaquino@cancaonova.comProf. Felipe Aquino, casado, 5 fihos, doutor em Física pela UNESP. É membro do Conselho Diretor da Fundação João Paulo II. Participa de Aprofundamentos no país e no exterior, já escreveu 60 livros e apresenta dois programas semanais na TV Canção Nova: "Escola da Fé" e "Trocando Idéias". Conheça mais em Blog do Professor FelipeSite do autor: www.cleofas.com.br 16/01/2006 - 16h15
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Leia mais:.: Os reais interesses dos que desejam legalizar o aborto.: O Projeto Matar e o Projeto Tamar: o aborto.: Desembargador do RS destaca absurdo de defender tartarugas e legalizar aborto
FONTE:http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?id=&e=3774

ABORTO (POLÊMICA)

polêmica
'Estupra mas não aborta'. É o que pensa um arcebispo
Muitas vezes os leitores deste blog são muito mais ágeis do que o blogueiro. Eu já havia pensado em comentar o caso do estupro de uma menina de 9 anos pelo próprio padrasto, quando o episódio foi ganhando dimensão e virou o tema de discussão na caixa de comentários do blog.
Esse caso tem uma sequência de barbaridades que me dá a sensação de que o Brasil está cada vez mais distante de um debate maduro sobre a segurança e criminalidade. Primeiro, uma criança é estuprada e engravidada de gêmeos pelo próprio padastro. Os médicos conseguem salvar a vida da grávida e fazer um aborto, que é previsto dentro da lei. Depois do silêncio sobre o estupro, uma autoridade eclesiástica vem condenar os médicos que fizeram o aborto legal.
O Direito Canônico da Igreja Católica - que torna automática a excomunhão de quem praticar aborto - pode ser muito últil mas apenas para quem pertence àquela igreja. Eu, que não sou católico, confesso não estou nada preocupado como Direito Canônico.
Mas o que me preocupou de verdade foi ouvir o arcebispo de Olinda e Recife, Dom José Cardoso Sobrinho, dizer que aborto é mais grave que estupro e às vésperas do Dia Internacional da Mulher, a maior vítima desses dois tipos de crime. O estupro é considerado um crime hediondo no Brasil. As leis dos homens podem definir os crimes maiores e menores. Mas diante da lei de Deus, que o arcebispo apregoa seguir, não há pecados maiores nem menores. Não sou teólogo, mas pelo pouco que conheço, a Bíblia não autoriza ninguém a dizer que um pecado é mais ou menos grave do que outro. Essa escala de valores é transmitida de acordo com a cultura de cada povo ou grupo.
O aborto é considerado crime no Brasil, exceto em duas situações: no caso de estupro e de risco de vida para a mãe. Imagino que ninguém em sã consciência é a favor do aborto, embora o problema mais grave desse "pecado" é que seja praticado contra o próprio corpo da mulher, colocando em risco sua própria vida. O aborto pode ser considerado um homicídio culposo, sim, mas marcado pelo intenso debate sobre a individualidade do feto. A Bíblia considera o feto uma vida humana que não pode ser ceifada (não matarás). Decidir que vida terá direito a prosseguir fora do útero é sem dúvida uma intervenção humana nos planos insondáveis de Deus, mas só Ele tem o poder de julgar aqueles que tentam se passar por Deus.
Já o estupro está claro que é um crime contra o corpo e alma da vítima, mais precisamente da mulher. Pode deixar sequelas irreparáveis, talvez piores do que para quem se sentiu culpado por decidir por abortar um feto. A pena prevista no Código Penal é de 6 a dez anos de reclusão (artigo 213). O crime foi considerado hediondo a partir de 1990.
Pelo pouco entendimento que tenho de assuntos teológicos, a cruz simboliza a comunhão entre Deus e entre os homens (uma haste é horizontal e outra vertical). Como a cruz também é um símbolo do catolicismo, imagino, portanto, que a Igreja Católica pense que a comunhão com Deus também pressuponha comunhão entre os homens. E como pode haver comunhão perfeita com Deus se uma pessoa ofende e despreza outra pessoa, com a prática de crimes como estupros, assaltos, sequestros, homicídios, torturas? A meu ver todos esses criminosos deveriam ser excomungados.
Mas o arcebispo de Olinda acha que o correto é excomungar os médicos que fizeram um aborto legal. Essa atitude do reverendíssimo me lembra aquela frase infeliz dita um dia pelo pequeno grande político Paulo Maluf durante sua candidatura às eleições presidenciais em 89: "Estupra mas não mata". A atitude do arcebispo ecoa no meu ouvido exatamente assim: "Estupra, mas não aborta".

É repugnante a postura do arcebispo de Recife, da CNBB e do Vaticano no que diz respeito à condenação pública – através do rito da excomunhão – da família da menina de Pernambuco estuprada e engravidada pelo padrasto, e da equipe médica que nela realizou um procedimento de aborto.
O fundamentalismo religioso é uma chaga social que deve ser combatida em nome do progresso da humanidade e dos verdadeiros valores humanistas. Em seu zelo por dogmas petrificados e descolados da vida real, os fundamentalistas religiosos preferem a possibilidade da morte de milhares de mulheres, submetidas a abortos clandestinos, por ano a simplesmente arranhar um de seus “valorosos” princípios irracionalistas imutáveis.
O desprezo demonstrado diante do drama concreto da criança em questão e de sua família, revela o quanto estes “partidários do amor”, os fundamentalistas religiosos, expressam a antiga noção de que a pior hipocrisia é a hipocrisia de origem religiosa.
Como se fosse pouco, os “homens de fé” em questão ainda foram capazes de afirmar que o estuprador pedófilo merecia uma repreensão menos severa do que aquela reservada à família da menina e à equipe médica. É o cúmulo do anti-humanismo e da mentalidade reacionária e obscurantista. Diante de tanta escuridão, não me canso de proclamar a necessidade e as virtudes da razão que, de acordo com Habermas e os marxistas, entre outros, ainda não foi capaz de completar suas possibilidades iluminísticas em função dos constrangimentos e mutilações a ela impostas pela lógica do capital.
Postado por Maycon Bezerra de Almeida às 15:43

1 comentários:
depoimento disse...
É o mundo em que vivemos os criminosos são os que mais tem direitos na justça dos homens e também agora acreditem se quizer alguns acham também que na justiça de DEUS.
7 de Março de 2009 11:19
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Quais são os argumentos em favor do aborto? (DEBATE YAHOO)

Quais são os argumentos em favor do aborto?
Entrei em sites que se posicionam a favor, em sites oficiais e também em sites militantes e continuo achando isto uma aberração sem tamanho. Não consigo ver isto por outra lógica que não seja a do assassinato. Porque não existe um argumento convincente. Sempre há um contra-argumento muito melhor.O que percebo é que parece ser uma luta política onde quem quer atacar a Igreja, firma posições contra ela; quem quer lutar contra o patriarcado vê no aborto um ganho de poder para a mulher; humanistas decentes são convencidos apenas para continuarem sentindo-se parte de uma elite de pensadores, visto que não ganharam autonomia suficiente para pensar além das "modas de pensamento" e firmarem pontos de vista próprios; socialistas e anarquistas vêem um ataque ao Estado e seus mecanismos repressores. Enfim, não consigo ver um argumento que leve em consideração o valor da vida humana propriamente dita. Só vejo jogo político nisso tudo.Alguém poderia me dizer argumentos bons? Prometo considerar.
1 ano atrás
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DETALHE IMPORTANTE: As legislações dos países que estão aprovando o aborto não se restringem apenas ao estupro e à gravidez de risco, mas colocam outros casos em questão.
1 ano atrás
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by Passageiro do Mundo
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Mulheres violentadas e mães com gravidez indesejadas, o que doí mais: A dor do aborto ou a de ser rejeitado a vida inteira? Pense nisso.
Fonte(s):
http://passageirodomundo.blogspot.com/
1 ano atrás
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by
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exatamente o que a juliana disse.e acrescento:tbm deve procurar entender o lado de adolescentes dependentes (de familiares ou possa ser outra situação).Ou seja os problemas familiares que eles possam ter ao anunciar uma gravidez,a vida pode mudar completamente.mas claro se quando não tem auxilio,informação sobre como é a vida.e se ela não obter essa informação e gerar mais uma vida que conteudos ela poderá passar para esse filho e se ela mesma não obteve antes,tudo bem que possa ter agora depois de dar a luz mas concerteza ALGO faltará sempre.=]
1 ano atrás
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by Paulo Kosthy
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Estupro comprovado por médicos altamentes qualificados.Do contrário, não há argumento.
1 ano atrás
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by Juliana Bernardo
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Você é homem, não é?deve ser por isso que você não viu razões óbvias para a legalização do aborto.o poder de dar á luz torna-se uma maldição se não é do seu gosto gerar uma criança. Só a mãe sabe sob que condições terá que criar um criança, portanto, só ela pode decidir. Autonomia sobre o corpo, possíveis problemas de saúde na gestação, dificuldade no parto ou falta de condições psicológicas/financeiras pra criar a criança são apenas alguns motivos que voc~e deve considerar.ah, vou te lembrar uma coisinha: até 3 meses o feto não tem sistema nervoso, por isso, ele não sente dor. Agora como o aborto ainda está sob a égide da clandestinidade, mulheres fazem-no aos 6, 7 meses. Percebe o problema? Se sua bandeira é defender a vida, pense na vida da mãe. Ou ainda naquela que está sendo gerada, que pode nascer sob condições miseráveis e ser ais uma vítima da civilização.
1 ano atrás
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by rudivald...
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Ñ existem argumento sérios a favor do aborto, mas uma tentativa de sabotar a vida. P quem ñ acredita q a vida é um projeto de Deus, abortar ñ é mt diferente de usar o vaso sanitário.
1 ano atrás
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by Dara Le Fay
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Não há argumentos "bons" a favor do aborto. Todos são passíveis de falha.O problema é que posicionamentos frios, distantes da realidade de quem já abortou, também não ajudam em nada. "Aberração sem tamanho", "Assassinato" "Crime"... Isso também não enriquece muito o debate.Vou te falar o meu posicionamento, ok?Eu sou contra o aborto, mas os motivos são diversos dos que são "contra-aborto". A maioria está preocupada em não ver seus mundos e ideologias agredidos, sem tentar ver além desse problema.A pergunta a ser feita é: quais os motivos que levam uma mulher a abortar? E a partir daí combater os motivos, e não a mulher. A mulher na maioria das vezes está assustada e abalada de mais para pensar em "crime", "cadeia" ou "pena de morte". Na maioria das vezes as conseqüências daquela gravidez são, para a grávida, mais graves do que ir presas.Também não adianta o argumento de que "Elas conheciam os métodos anticoncepcionais, não usaram por que não quiseram". Também não é assim. A pergunta é: por que não usaram os métodos? Como fazer com que elas usem, não por pressão de milhões de vozes falando "use camisinha", mas sim por ouvir aquela vozinha interna que diz: "Não engravide agora"?Acho, sinceramente, que devemos tentar ao máximo fazer com que as mulheres não PRECISEM abortar. Elas devem ter amor próprio, planos futuros, maturidade, segurança emocional. Devem usar os métodos anticoncepcionais por entenderem que é melhor para elas, não por mero medo de engravidar e ter a sociedade contra. Sou a favor de uma ONG que apóie essas mulheres, essas meninas na maioria das vezes. Ontem vi uma reportagem sobre gravidez na adolescência com uma estatística alarmante: metade das meninas que engravidam na adolescência volta a engravidar menos de um ano depois do parto, do mesmo parceiro ou de outro parceiro. Os trabalhos do núcleo de psicologia do núcleo de Obstetrícia adolescente do Hospital das Clínicas da USP conseguiu reduzir drasticamente esses números. Sabe como? Com a criação do "Plantão do Sentimento". Eram simplesmente médicas, psicólogas e enfermeiras que estavam 24 horas de plantão para ouvir e conversar com as meninas sobre qualquer assunto, desde uma decepção amorosa até problemas de auto-estima. Esse apoio emocional, aliado ao exemplo de vida das profissionais da saúde faziam com que raramente uma adolescente voltasse a engravidar, prosseguindo assim seus estudos e sua vida normal.Também sou à favor de uma legislação que facilite e incentive a adoção. Desta forma, uma mãe poderia muito mais facilmente entregar seu filho à adoção, e este teria mais chances de ser adotado.Se uma mulher segura de si, com uma boa situação emocional, profissional e psicológica, e tendo apoio para entregar o bebê à adoção ainda assim aborta, aí sim seria um crime frio e digno de prisão.Sou contra o aborto. Mas sou à favor da vida. E vida não é só respirar e ter pulso, mas é também ter condições de ter uma vida de qualidade. Para a mãe e para o bebê.Pax!
Fonte(s):
Esse site tem um artigo longo, mas muito bom, mostrando a falibilidade de cada argumento tanto pró quanto contra o aborto. Vale à pena dar uma olhada. Tenho conhecimento desse site há mais ou menos um mês.http://criticanarede.com/aborto1.html
1 ano atrás
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http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20080121060901AAMSN4l

ABORTO EM DEBATE


Por enquanto, um bom argumento contra o aborto.
Me parece que o bom e velho "Ato/Potência" aristotélico é um bom argumento contrário ao aborto. Não obstante a repulsa que alguns imtelequituais tem a simplicidade desse tipo de argumentação, ela, por enquanto, me parece satisfatória (talvez eu mude de opinião depois de postar aqui). Ela evita também as especulações (às vezes infrutíferas) de determinar um momento crucial para o "início da vida".Sem rodeios vamos ao argumento:Temos que partir do princípio, a meu ver pacífico, de que não se deve atentar contra a vida de outrem. A sociedade se tornaria caótica se tal princípio não fosse seguido, voltaríamos a um estado de natureza, onde a justiça seria a justiça do mais forte, "ao vencedor as batatas". Além disso, se atenta contra a liberdade individual do outro, pois um defunto não é mais livre para ler um livro do Machado ou ouvir Nicollo Paganini (Douglas, preciso devolver-lhe um CD).Ora, se não devemos atentar contra a vida de outrem, o que nos autoriza a legitimar a prática abortiva? Ainda não é uma vida? Mas como definir "vida"? Acho que não funciona aquela argumentação de sistema nervoso. Me parece um ato arbitrário, mas pode ser que um cientista, (baseado em não sei quais dogmas) "prove" que a vida se inicie, por exemplo, no 3º mês de gestação. Mas antes disso já não existe uma vida em potência? Ainda não é uma vida em ato, mas o embrião será uma vida. Assim, não é legítimo atentar contra um ser que merece viver sua liberdade (fui dogmático?).Arrumando tudo para facilitar vossas refutações:a) Não se deve atentar contra a vida de outremb) É difícil saber quando se inicia a vida. Me parece uma escolha arbitrária.c) Mesmo que se saiba quando a vida se inicia (não acredito que se pode definir isso) um embrião já não é uma vida em potência?===> Não se deve atentar contra a vida de um embrião.Adiantando algumas possíveis refutações.01) A refutação do pervertido:Alguém pode dizer: "Ah, então não posso mais me masturbar no banheiro senão vou cometer um genocídio, afinal o esperma é uma vida em potência".Não, não, não, espere aí. O que eu disse é que o embrião é uma vida em potência e não os espermatozóides. Qual a diferença? Ora, se deixarmos a natureza seguir seu fluxo, seu telos, seu devir normalmente, o embrião se tornará uma vida (isso se já não for uma). O espermatozóide sozinho não se "transformará" em uma vida. Então não se preocupe e pode continuar a fazer sexo, sozinho no banheiro, com a pessoa que você mais ama.02) A refutação pelos conceitos de "propriedade" e "autonomia":O embrião pode ser considerado como não-autônomo (heterônomo), pois depende do corpo da mãe para sobreviver. Esta, sendo proprietária de seu corpo, pode fazer dele o que bem entender, inclusive, interromper uma gravidez indesejada, descartando um ser que ainda não tem a propriedade de seu corpo. Talvez por aí daria pra tentar construir uma refutação à tese "ato/potência", mas por outro lado, tenho a impressão que legitimaria outras práticas como assassinato de crianças, idosos, doentes mentais etodos os que não possuem autonomia para cuidar de si mesmos.Por enquanto (eu disse por enquanto), me parece que Aristóteles foi feliz.
Postado por Alison Mandeli às 16:36

5 comentários:
Aguinaldo Pavão disse...
Alison.O ponto é muito interessante. Penso que você tem bons argumentos contra o aborto. Tenho porém, a impressão de que a segunda refutação não funciona (na verdade, não entendi bem a primeira), pois você se refere a velhos, crianças, doentes mentais. Ora, a mulher que aborta e considera moralmente permitido o seu ato com base no direito de fazer o que quiser com seu corpo, não estaria raciocinando retamente se quisesse matar crianças, velhos e deficientes mentais. Ela quer e pode, com base no princípio da propriedade de seu corpo, matar um embrião ou feto que está em seu corpo. Acho que você mistura o princípio da autonomia moral, que implica uso da razão, com a propriedade do corpo. Por acaso uma mulher grávida que fracasse em sua tentativa de suicídio é processada por tentativa de homicídio? E mesmo que fosse, seria arbitrário. Independente do direto positivo, há que se reconhecer um direito natural ao usufruto incondicional do seu próprio corpo. Uma mulher grávida deve ter todo o direito (moralmente falando) de se suicidar e de não sofrer nenhuma punição caso fracasse nessa tentativa.Abraço.
24 de Setembro de 2008 20:21
Alison V. Mandeli disse...
Olá professor.Explicando-me melhor:Eu disse que não seria plausível praticar o aborto, pois em um óvulo fecundado já existiria, ao menos potêncialmente, uma vida. Na 1ª refutação, eu antecipei uma possível objeção à minha hipótese, que poderia ser assim formulada:1) Se no óvulo fecundado já existe vida em potência, nos espermatozóides também existiria, pois estes carregam as condições necessárias para fecundação do óvulo.2) Se não posso descartar um óvulo, ou um feto, pois nestes existem vida em potência, também não posso descartar sêmen, pois nele existem espermatozóides que também carregam vida em potência.3) Assim uma simples ejaculação seria um aborto.(Desculpe o vocabulário um pouco chulo, mas usaram esta objeção quando apresentei verbalmente a alguns amigos o argumento "ato/potência". Aí fui inclinado a colocá-la aqui)Contra essa objeção, eu disse que o destino natural de um óvulo fecundado é gerar uma vida. Diferente do destino natural de um espermatozóide que não fecundou um óvulo. Sozinho ele não gera uma vida. Assim somente o óvulo fecundado possui vida em potência.É meio mingau mais é isso que quis dizer na primeira refutação.Na 2ª refutação, concordo que acabei misturando um pouco os conceitos. Mas o direito de propriedade não pode ser estendido também ao feto? Se o corpo dele, for propriedade dele, a mãe não tem o direito de abortá-lo. Ou funciona como se fosse a teoria dos conjuntos da matemática? O feto é um sub-conjunto da mãe; estando dentro da "propriedade" desta, seu direito só será pleno quando não mais estiver dentro da propriedade alheia?PS. Já providenciei alguns artigos da bibliografia indicada para meu TCC e já estou lendo. Providenciarei em breve uma versão inicial do texto para suas correções e sugestões.Abraço e obrigado pelo comentário.
24 de Setembro de 2008 21:25
Aguinaldo Pavão disse...
Alison.Obrigado pelo esclarecimento sobre o primeiro argumento. Entendi, mas tenho dúvidas. Inclino-me a concordar com Peter Singer, que defende na Ética prática a tese de que um ser em potencial não pode ter os mesmo direitos que um ser real. Destruir uma bolota de carvalho não é igual a destruir o venerável carvalho. Mas esse é um ponto independente, que podemos discutir na seqüência separadamente.Sobre o segundo argumento, acho que ter direito ao uso do corpo implica ter direito ao aborto. O Estado legisla impedindo que a mulher use o seu corpo em casos que não sejam estupro e o risco de vida da gestante. Há, pois, uma sanção legal a quem dispor de seu próprio corpo (no caso a gestante). Bem, o feto não pode dispor de seu próprio corpo. Ele não tem independência física do corpo da gestante. Mas ainda gostaria de saber como fica o direito (natural) da mulher de tentar se matar mesmo estando grávida. De todo modo, reconheço que a discussão sobre o aborto é uma das mais difíceis. Ela é uma das mais espinhosas discussões sobre como pensar a relação entre princípios e casos específicos.Abraço.
25 de Setembro de 2008 04:27
GLAUCO disse...
A vida é o bem maior do homem, não restam dúvidas quanto a isso, mas partindo do princípio de que a vida só existe enquanto ato, então é justificável a opção aborto. O que em nossa sociedade requeriria um elevado grau de educação e conhecimento das pessoas. Mas como sou um Mistico/metafísico de carteirinha, não posso me desvencilhar da idéia de que todos nós somos "SER" e detemos uma Potência que já faz parte de nós desde que SOMOS.Não parece sóbrio desconsiderar que o artigo 2 do código civil, já assegura os direitos da criança enquanto na barriga da mãe. talvez meu amigo, uma discução mais acirrada sobre os conceitos de ATO E POTêNCIA em Aristóteles, poderiam embasar este artigo, e assim mostrar que assegurar o direito de liberdade de vida que o bebê possui.
26 de Setembro de 2008 05:42
Alison V. Mandeli disse...
Olá.Sobre o argumento do Peter Singer, não sei se todos os seres em potência podem ser equiparados. Será que seres que carregam racionalidade e liberdade individual em potência podem ser comparados com carvalhos em potência? Não sei. Talvez seja mais problemático se pensarmos em um caso prático, por exemplo, um parto onde existe a previsão médica da morte da mãe. Se ela abortar escapa da morte. Se deixar o filho viver, ela morre. Ai entra em conflito os direitos de um ser em "ato" e de um ser em "potência". Me parece que os direitos de um ser em ato devem prevalecer, mas não me agrada tal conclusão. Se eu tivesse outra solução abraçaria-a.Realmente Aguinaldo, você está correto em classificar a discussão como "espinhosa", pois parace que alguns casos específicos não enquadram-se em um princípio geral.
29 de Setembro de 2008 20:19
Postar um comentário
FONTE:http://alison-mandeli.blogspot.com/2008/09/por-enquanto-um-bom-argumento-contra-o.html

terça-feira, 23 de junho de 2009

AS DROGAS E AS SUAS IMPLICAÇÕES ESPIRITUAIS











Quarta-feira, 21 de Janeiro de 2009

Infelizmente o fantasma das drogas ainda asssombra muitas mentes juvenis, que se iludem com o prazer transitório. Mas um dia descobrirão a alegria verdadeira. Pena que até lá tenham que sofrer tanto e fazer sofrer aos que os amam.
IMPLICAÇÕES:

 FÍSICAS

 MORAIS

 SOCIAIS

 AFETIVAS

 GENÉTICAS

 ESPIRITUAIS“

Os viciados em droga de hoje, podem não só estar pondo em risco seu próprio corpo e sua mente, mas fazendo uma espécie de roleta genética, ao projetar sombra sobre seus filhos e netos ainda não nascidos.” http://searadeluz.blogspot.com/2007/05/ncleo-seara-de-luz-realiza-palestra.html
07/01/2004 15:44
As Drogas e suas Implicações Espirituais Xerxes Pessoa De Luna http://amigosespiritas.blig.ig.com.br/
Um dos problemas mais graves da sociedade humana, na atualidade, é o consumo indiscriminado e, cada vez mais crescente, das drogas por parte não só dos adultos, mas, também, dos jovens e lamentavelmente até das crianças, principalmente nos centros urbanos das grandes cidades. A situação é tão preocupante, que cientistas de várias partes do Planeta, reunidos, chegaram à seguinte conclusão: “Os viciados em drogas de hoje podem não só estar pondo em risco seu próprio corpo e sua mente, mas fazendo uma espécie de roleta genética, ao projetar sombras sobre os seus filhos e netos ainda não nascidos.” Diante de tal flagelo e de suas terríveis conseqüências, não poderia o Espiritismo, Doutrina comprometida com o crescimento integral da criatura humana na sua dimensão espírito-matéria, deixar de se associar àqueles segmentos da sociedade que trabalham pela preservação da vida e dos seus ideais superiores, em seus esforços de erradicação de tão terrível ameaça. O efeito destruidor das drogas é tão intenso que extrapola os limites do organismo físico da criatura humana, alcançando e comprometendo, substancialmente, o equilíbrio e a própria saúde do seu corpo perispiritual. Tal situação, somada àquelas de natureza fisiológica, psíquica e espiritual, principalmente as relacionadas com as vinculações a entidades desencarnadas em desalinho, respondem, indubitavelmente, pelos sofrimentos, enfermidades e desajustes emocionais e sociais a que vemos submetidos os viciados em drogas. Em instantes tão preocupantes da caminhada evolutiva do ser humano em nosso planeta, cabe a nós espíritas, não só difundir as informações antidrogas que nos chegam do plano espiritual benfeitor que nos assiste, mas, acima de tudo, entender e atender aos apelos velados que estes amigos espirituais nos enviam com seus informes e relatos contrários ao uso indiscriminado das drogas, no sentido de envidarmos esforços mais concentrados e específicos no combate às drogas, quer no seu aspecto preventivo, quer no de assistência aos já atingidos pelo mal.
A ação das drogas no perispírito
Revela-nos a ciência médica que a droga, ao penetrar no organismo físico do viciado, atinge o aparelho circulatório, o sangue, o sistema respiratório, o cérebro e as células, principalmente as neuroniais. Na obra “Missionários da Luz” — André Luiz (pág. 221 — Edição FEB), lemos: “O corpo perispiritual, que dá forma aos elementos celulares, está fortemente radicado no sangue. O sangue é elemento básico de equilíbrio do corpo perispiritual.” Em “Evolução em dois Mundos”, o mesmo autor espiritual revela-nos que os neurônios guardam relação íntima com o perispírito. Comparando as informações destas obras com as da ciência médica, conclui-se que a agressão das drogas ao sangue e às células neuroniais também refletirá nas regiões correlatas do corpo perispiritual em forma de lesões e deformações consideráveis que, em alguns casos, podem chegar até a comprometer a própria aparência humana do perispírito. Tal violência concorre até mesmo para o surgimento de um acentuado desequilíbrio do Espírito, uma vez que “o perispírito funciona em relação a este, como uma espécie de filtro na dosagem e adaptação das energias espirituais junto ao corpo físico e vice-versa. Por vezes o consumo das drogas se faz tão excessivo, que as energias, oriundas do perispíríto para o corpo físico, são bloqueadas no seu curso e retornam aos centros de força. A ação dos Espíritos inferiores junto ao viciado Esta ação pode ser percebida através das alterações no comportamento do viciado, dos danos adicionais ao seu organismo perispiritual, já tão agredido pelas drogas, e das conseqüências futuras e penosas que experimentará quando estiver na condição de espírito desencarnado, vinculado a regiões espirituais inferiores. Sabemos que, após a desencarnação, o Espírito guarda, por certo tempo, que pode ser longo ou curto, seus condicionamentos, tendências e vícios de encarnado. O Espírito de um viciado em drogas, por exemplo, em face do estado de dependência a que ainda se acha submetido, no outro lado da vida, sente o desejo e necessidade de consumir a droga. Somente a forma de satisfazer seu desejo é que irá variar, já que a condição de desencarnado não lhe permite proceder como quando na carne. Como Espírito precisará vincular-se à mente de um viciado, de início, para transmitir-lhe seus anseios de consumo da droga, posteriormente para saciar sua necessidade, valendo-se para tal do recurso, ou da vampirização das emanações tóxicas impregnadas no perispírito do viciado ou da inalação dessas mesmas emanações quando a droga estiver sendo consumida. “O Espírito de um viciado em drogas, em face do estado de dependência a que se acha submetido, no outro lado da vida, sente a desejo e a necessidade de consumir a droga” Essa sobrecarga mental, indevida, afeta tão seriamente o cérebro, a ponto de este ter suas funções alteradas, com consequente queda no rendimento físico, intelectual e emocional do viciado. Segundo Emmanuel, “o viciado ao alimentar o vício dessas entidades que a ele se apegam, para usufruir das mesmas inalações inebriantes, através de um processo de simbiose em níveis vibratórios, coleta em seu prejuízo as impregnações fluídicas maléficas daqueles, deixando o viciado enfermiço, triste, grosseiro, infeliz, preso à vontade de entidades inferiores, sem o domínio da consciência dos seus verdadeiros desejos”.
Contribuição do Centro Espírita no trabalho antidrogas desenvolvido pelos Benfeitores Espirituais
As Casas Espíritas, como Pronto-Socorro espirituais, muito podem contribuir com os Espíritos Superiores no trabalho de prevenção e auxílio às vítimas das drogas nos dois lados da vida. Com certeza, esta contribuição poderia ocorrer através de medidas que, no dia-a-dia da instituição ensejassem: Um incentivo cada vez mais constante às atividades de evangelização da infância e da juventude, principalmente com sua implantação, caso a Instituição ainda não o tenha implantado. Estimular seus freqüentadores, em particular a família do viciado em tratamento, à prática do Evangelho no Lar. Estas pequenas reuniões, quando realizadas com o devido envolvimento e sinceridade de propósitos, são fontes sublimes de socorro às entidades sofredoras, além, naturalmente, de concorrer para o estreitamento dos laços afetivos familiares, o que decerto estimulará o viciado, por exemplo, a perseverar no seu propósito de libertar-se das drogas ou a dar o primeiro passo nesse sentido. Preparar devidamente seu corpo mediúnico para o sublime exercício da mediunidade com Jesus, condição essencial ao socorro às vítimas das drogas, até mesmo as desencarnadas. No diálogo fraterno com o viciado e seus familiares, sejam-lhes colocados à disposição os recursos socorristas do tratamento espiritual: passe, desobsessão, água fluidificada e reforma íntima. Criar, no trabalho assistencial da Casa, uma atividade que enseje o diálogo, a orientação, o acompanhamento e o esclarecimento, com fundamentação doutrinária, ao viciado e a seus familiares. Diante dos fatos e dos acontecimentos que estão a envolver a criatura humana, enredada no vício das drogas, geradores de tantas misérias morais, sociais, suicídios e loucuras, nós, espíritas, não podemos deixar de considerar esta realidade, nem tampouco deixar de concorrer para a erradicação deste terrível flagelo que hoje assola a Humanidade. Nesse sentido, urge que intensifiquemos e aprimoremos cada vez mais as ações de ordem preventiva e terapêutica, já em curso em nossas Instituições, e que, também, criemos outros mecanismos de ação mais específicos neste campo, sempre em sintonia com os ensinamentos do Espiritismo e seu propósito de bem concorrer para a ascensão espiritual da criatura humana às faixas superiores da vida.enviada por amigosespiritas
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Comentário de NIlza Braga

Infelizmente o fantasma das drogas ainda asssombra muitas mentes juvenis, que se iludem com o prazer transitório. Mas um dia descobrirão a alegria verdadeira. Pena que até lá tenham que sofrer tanto e fazer sofrer aos que os amam.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

ARGUMENTAÇÃO RELIGIOSA CONTRA O ABORTO
















Postado por René Montarroyos on Terça-feira, 25 de Novembro de 2008
Leia todo Salmo 139 antes de ler esse artigoAbortoResponda rápido1- Um pregador e sua esposa são muito pobres. Eles já tem 14 filhos. A mulher acabou de descobrir que estava grávida, a espera do décimo quinto filho. Considerando a situação de extrema pobreza em que vivem e o excesso da população do mundo e a falta de alimentos você recomendaria aborto a este casal?2- Nesse caso o pai tem pneumonia e a mãe, tuberculose. Dos quatro filhos que tiveram, o primeiro é cego, o segundo morreu, o terceiro é surdo e o quarto tem tuberculose. Ela está grávida do quinto filho, em face dessa situação extrema, você aconselharia um aborto?3- Um homem branco estuprou uma mulher negra de apenas 13 anos de idade e ela ficou grávida. Se você fosse um dos seus pais insistiria no aborto?4- Uma adolescente engravidou. Ela não é casada. O atual noivo da jovem não é o pai do Bebê, e ele se sente incomodado com tal situação. Nesse caso você recomendaria o aborto?Parecem todos questionamentos difíceis não é mesmo? Somos tentados todos os dias a dar respostas afirmativas a estes questionamentos porém,....No primeiro caso você teria recomendado a morte de John Wesley, o grande fundador da igreja metodista e um dos maiores pregadores do sec XIX.No segundo caso você teria ajudado a assassinar o grande músico Beethoven.No terceiro caso você mataria Ethel Waters grande cantor gospel negro americano.Se tivesse respondido sim no quarto caso você teria sentenciado a morte o menino Jesus!Deus é o autor da vida e concedeu a cada indivíduo um valor supremo. Portanto, cada vida – dentro ou fora do útero deve ser considerada por nós. Deus sabe os planos que tem para cada pessoa; ele escreveu em um livro todos os dias da sua e da minha vida, antes que cada um de nós existisse. Quando presumimos sermos mais sábios do que Deus determinamos a vida e a morte de uma criança, estamos ocupando o lugar Dele e nos tornamos culpados também por idolatria.Deus ilumine nossas mentes e afaste de nós esse mal.
FONTE:http://plugadoscomdeus.blogspot.com/2008/11/aborto-nao.html

ARGUMENTO CIENTÍFICO CONTRA O ABORTO





























Argumentos Científicos Contra o AbortoMarlene Rossi Severino Nobre - MédicaPrólogo

A comissão de modernização do Código Penal, presidida pelo Dr. Vicente Cernicchiaro, propôs, entre outras modificações, a ampliação das possibilidades de aborto. Pela legislação em vigor, a morte do feto é permitida quando a mãe corre risco de vida ou quando a gravidez resulta de estupro.
Segundo a proposta, o artigo 128 ficaria assim redigido: “não constitui crime o aborto praticado por médico se: 1) não há outro meio de salvar a vida ou preservar a saúde da gestante; 2) a gravidez resulta de violação da liberdade sexual ou do emprego não consentido de técnica de reprodução assistida; 3) há fundada probabilidade, atestada por dois outros médicos, de o nascituro apresentar graves e irreversíveis anomalias”.

Hoje em dia, muitos juízes têm concedido autorização para o aborto no caso em que o
feto apresenta anomalias graves, como na ausência de cérebro.
A proposta, portanto, seria a de incorporar esses casos já contemplados pela Jurisprudência
ao novo Código. Mas é justo indagarmos: estariam certos os juízes que concedem tal autorização? Existiria um outro Tribunal que garantiria aos fetos deficientes o direito de viver o tempo justo e programado?
Ao nosso ver, aconselhados por médicos materialistas, os juízes não têm tido oportunidade de analisar a outra da Verdade e estão praticando a eugenia, sem atentarem para o fato de que a Vida tem uma programação, cujo significado integral ainda escapa ao mais genial cientista.
Há, sem, uma outra da Verdade.
Vamos alinhavar alguns argumentos da Ciência contra o aborto e que permanecem desconhecidos ou não devidamente analisados por boa parte dos juízes responsáveis por essas sentenças. Antes, porém, vejamos alguns conceitos de abortamento e o modo pelo qual a quase totalidade da população do globo trata os direitos do embrião.

Direitos do Embrião


CONCEITOS:

Abortamento: vulgarmente conhecido como aborto, é a expulsão de um concepto inviável.
Concepto Inviável: é aquele que pesa até 500 gramas e cuja altura máxima é de 16 cm. (Embora haja caso relatado na literatura médica de feto que tenha sobrevivido com peso de 390 gramas, considera-se o conceito citado como parâmetro comum).
Aborto provocado: também chamado de criminoso é aquele que interrompe intencionalmente a gravidez, através de manobras ou medicamentos que são utilizados para matar e expulsar o concepto (feto ou embrião).
VISÃO HEDONISTA: Qual seria o móvel que leva uma mulher a expulsar o feto que se agasalha em suas entranhas? Por que ela contraria todos os sentimentos atávicos, alicerçados em sua estrutura psíquica, em bilhões de anos de evolução, e concretiza tal violência em si mesma?
Sabemos que inúmeros fatores compelem a mulher ao aborto, mas os que mais pesam são, sem dúvida, a falta de informação quanto ao seu próprio corpo e às possibilidades de planejamento familiar; a falta de apoio do ser no qual confiou, e, sobretudo, a visão hedonista – o culto ao prazer – tão disseminada em nossa época que a leva a repudiar a idéia de “perder a liberdade” ou de gerar um filho defeituoso. Essa mesma visão materialista impele o companheiro e as pessoas à sua volta, a negarem-lhe apoio,
desvalorizando sua missão maternal.
Desse modo, embora a maternidade tenha um forte apelo no psiquismo da mulher, nem sempre a razão é um guia infalível, e o resultado é que ela acaba praticando o ato de violência contra o filho e contra si mesma, quando todo o seu ser foi construido para resguardar a vida que se aninha em seu seio.
Nos casos de aborto provocado, os responsáveis têm a razão falseada “pela má educação, pelo orgulho e pelo egoísmo”, enfim, pela vivência do paradigma materialista. Esse mesmo paradigma que, adotado por inúmeros países, instituiu e sustentou, no século passado, a prática do infanticídio (ainda presente em menor escala nos nossos dias), e que apóia, presentemente, a prática abortiva generalizada, destituindo e embrião e o feto de qualquer
direito.
A imagem passada pelos defensores desses princípios, incluindo-se aí os formadores de
opinião, é de que o embrião é um amontoado de células, sem grande
significado, uma massa informe, que se pode manipular facilmente, decretando-se,
assim, a banalização da vida.
Os médicos e cientistas que se norteiam por essa visão reducionista-materialista também não conferem direitos ao embrião, muito menos aos que apresentam deficiências.
Entretanto, existem pesquisadores da área médica, pensadores e estudiosos em geral, que não partilham desse prisma estreito. Para estes, o embrião é uma potencialidade, uma individualidade merecedora de todo o respeito e, no caso específico do nosso país, com o direito assegurado à vida, pelo artigo 5 da Constituição.
A Ciência não pode negar as qualidades da célula-ovo. Em nenhum momento da história humana, encontramos tanto potencial dentro de uma única célula: sua extraordinária força germinativa, seu DNA inconfundível e único, que o difere de sua genitora e demonstra que ele não é propriedade sua. Em um mês, esta célula terá um aumento de massa de dez mil vezes e esta velocidade de desenvolvimento jamais se repetirá em nenhum momento da existência de qualquer indivíduo.
Não há dúvida, de que o abortamento induzido significa eliminação de uma pessoa biologicamente viva. Mas os materialistas dizem que não é bem assim. Nesta questão, talvez o conceito mais instigante seja o da própria vida.

O que é vida?

Os cientistas ainda não chegaram a um consenso quanto à definição do que é Vida. E nem os maiores centros de investigação científica do mundo conseguiram, até os dias de hoje, defini-la e dar uma explicação plausível para o seu aparecimento no planeta. Tudo gira no campo das hipóteses.
Para muitos, ela não passa de um epifenômeno da matéria e teria surgido por acaso, hipótese defendida, entre outros, pelo falecido biológo francês, Jacques Monod, mas, como afirmam os irmãos Bogdanov os avanços da física quântica não dão respaldo a esta teoria. Para outros, está associada a uma essência imaterial, anterior e transcendente à estrutura tangível.
No livro “Deus e a Ciência”, do filósofo Jean Ghitton e dos físicos Grichka e Igor Bogdanov, existem argumentos muito fortes que refutam o surgimento da vida por acaso.
Vejamos um deles:
“Tomemos um caso concreto: uma célula viva é composta de uns vinte aminoácidos que
formam uma cadeia compacta. A função desses aminoácidos, depende, por sua vez, de cerca de duas mil enzimas específicas. Continuando o mesmo raciocínio, os biólogos foram levados a calcular que a probabilidade de que um milhar de enzimas diferentes se aproximem de um modo ordenado até formar uma célula viva (ao longo de uma evolução de bilhões de anos) é da ordem de 10 elevado 1000 contra um”. Com esse e outros argumentos
matemáticos, os irmãos Bogdanov demonstram a improbabilidade de a vida ter surgido por
acaso. Propõem, então, “um fenômeno de ordem subjacente” que conduz inelutavelmente ao surgimento da vida. A Sublime Consciência do Universo – Deus – estaria por trás dessa ordem subjacente. É o Supremo dispenseiro da Vida. Esta, portanto, é um bem inalienável que transcende os limites estreitos da matéria.
A humanidade somente dará um grande passo evolutivo, quando conferir ao embrião os mesmos direitos inalienáveis próprios dos cidadãos comuns, começando pelo primeiro e mais importante deles, o da própria vida.

Estruturas imateriais organizadoras da vida


No século XX, muitos pesquisadores têm investigado estruturas imateriais que seriam modelos organizadores biológicos e sobreviveriam à morte do ser.
Harold Saxton Burr, da Escola de Medicina de Yale, Inglaterra, com suas experiências sobre os “Campos Eletrodinâmicos da Vida”, Hernani Guimarães de Andrade, do Instituto Brasileiro de Pesquisas Psicobiofísicas, com seus experimentos sobre o Campo Biomagnético, Rupert Sheldrake, mestre em Biologia na Inglaterra, com suas investigações sobre os campos mórficos e a ressonância mórfica, têm contribuído para o estudo dessas estruturas imateriais.
Se esses campos estruturais da forma estão presentes, desde os átomos simples de hidrogênio aos seres vivos mais complexos, como afirma Sheldrake, certamente, o
paradigma materialista, que norteia a maioria dos cientistas, terá de mudar.
Naturalmente, os direitos inalienáveis do embrião terão de ser reconhecidos, porque na sua moldagem entram essas estruturas constituídas de outro tipo de “matéria” que obedecem a propósitos e leis ainda ignorados dos próprios cientistas.

Psicologia Fetal

Hoje os avanços nos estudos da psicologia fetal e no campo da memória também estão empurrando a Ciência, além dos limites da matéria. As pesquisas com ultra-som revelam as personalidades dos bebês e a riqueza de sua vida psicológica pré-natal, mesmo nas fases mais iniciais do desenvolvimento embriológico.
Por sua vez, a regressão de memória à vida fetal e até mesmo antes dela, estão comprovando que a Vida ultrapassa os limites estreitos de uma única existência terrestre.
Assim, as pesquisas no campo da psicologia comportamental acerca das funções perceptivas do feto, os trabalhos de regressão por hipnose ou pela terapia regressiva a vivências passadas reafirmam os dados obtidos pela psicanálise, ampliando ainda mais o conceito de Vida, ao descortinar as lembranças de existências pretéritas (no caso da TRVP), confirmando os princípios da reencarnação e da sobrevivência do Espírito.
A descoberta da memória celular com o mapeamento de 60 neuropeptídeos que estocam informações imunológicas, endocrinológicas e neurológicas estão revolucionando a ciência médica e indicam, claramente, a potencialidade extraordinária de uma única célula, como por exemplo, o zigoto ou célula-ovo, que traz em si mesma um patrimônio considerável de força, vitalidade e criatividade.
Chega-se à conclusão, hoje, de que o campo da memória é um “sistema único de comunicação interacional”, seja ela de que natureza for: inconsciente, consciente, celular e assim por diante.


O Feto Não é Propriedade da Mãe

Um dos principais argumentos dos abortistas, é de que o filho é propriedade da mãe, não tem identidade própria, portanto, é ela quem decide se ele deve viver ou morrer.
Estudos recentes demonstram o que já se sabia há muito tempo: o feto é uma personalidade independente que apenas se hospeda no organismo materno.
Peter Brian Medawar (1915-1987), prêmio Nobel de Medicina, nascido no Brasil, mas radicado na Inglaterra, e outros cientistas, desde 1953, apontavam para uma aparente contradição: o fato de o feto conseguir sobreviver dentro do corpo da mulher, sem ser considerado um elemento estranho, e : conseqüentemente eliminado, pelo organismo hospedeiro. Estudo recente publicado por eles na conceituada revista “Nature” (27/08/98) mostrou um mecanismo bioquímico de defesa do feto. Este produziria uma enzima, a IDO,
capaz de eliminar o triptofano, um aminoácido que ativa a produção de células de defesa tipo T da mãe. O estudo feito por sete autores, liderados por Andrew L. Mellor (Medical College, Georgia), se confirmado, poderá, no futuro, auxiliar mães com problemas de abortos sucessivos.
Como se vê, o embrião é um ser tão distinto da mãe que necessita emitir substâncias apropriadas para neutralizar as que são produzidas pelo organismo da hospedeira e, dessa forma, manter-se vivo dentro do útero.

Conclusão

O movimento espírita deve aproveitar todos os recursos possíveis no combate à legalização do aborto, tendo em vista que este crime hediondo, uma vez legalizado, pode complicar os destinos evolutivos de nossa pátria. As colocações, que ora apresentamos, são esboços de argumentos, que devem ser desenvolvidos e, uma vez consolidados, poderão se somar a tantos outros, jurídicos e doutrinários, para mais ampla fundamentação dessa campanha.
Sem uma linguagem que ultrapasse o mero campo da crença, o que vale dizer, sem uma
argumentação baseada na Ciência, fica difícil combater o abortamento, sobretudo, no reduto dos formadores de opinião, onde é mais fortemente defendido, ou seja, junto à mídia e às classes médica e jurídica, que exercem em seu conjunto, papel relevante dentro da sociedade.
Todo aquele que se interessar por maiores esclarecimentos sobre o assunto poderá
ter como base o pequeno referencial aqui levantado, ampliando-o, evidentemente, com o rigor de suas próprias pesquisas.

(Resumo do resumo do trabalho (40 páginas) de autoria da Dra. Marlene Nobre para a
reunião anual do Conselho Federativo Nacional (CFN), realizada no dia 5/11/98, na sede da Federação Espírita Brasileira, em Brasília, apresentado pelo Dr. Roberto Lúcio Vieira de Souza, Vice-Presidente da AME-Brasil, que participou, como convidado, do referido evento. As razões científicas vão juntar-se aos demais argumentos para uma campanha nacional permanente contra o aborto).
(Transcrito da Folha Espírita de abril de 1999 .)