EMECE-Encontro de Mocidades Espíritas do Ceará

sábado, 27 de junho de 2009

sexta-feira, 26 de junho de 2009

VALORIZE A VIDA!

Aqui você encontra material para a execução de atividades relacionadas à Valorização da Vida.

Para o acesso aos assuntos do seu interesse navegue na barra à sua direita ->
Você vai encontrar seis tópicos nos quais constarão vários link’s para a sua pesquisa:
. ABORTO
·
DEFICIÊNCIAS
·
DROGAS
·
ESPIRITISMO
·
SUICÍDIO
·
VALORES HUMANOS
·
VÍDEOS ABORTO
·
VÍDEOS CANÇÕES ESPÍRITAS
·
VÍDEOS DROGAS
·
VÍDEOS FILMES
·
VÍDEOS MENSAGENS
·
VÍDEOS MOTIVACIONAIS
·
VÍDEOS PARA A JUVENTUDE
·
VÍDEOS SOLUÇÕES
· VÍDEOS SUICÍDIO

Ainda encontra vários endereços relacionados à Valorização à Vida!

Muita Paz!


Ah! ...não esqueça de deixar o seu comentário e sugestão!
















CANÇÕES ESPÍRITAS




A Paz
Roupa Nova
Composição: Michael Jackson Versão: Nando
É preciso pensar um pouco nas pessoas que ainda vêmNas criançasA gente tem que arrumar um jeitoDe deixar pra eles um lugar melhor.Para os nossos filhosE para os filhos de nossos filhosPense bem!Deve haver um lugar dentro do seu coraçãoOnde a paz brilhe mais que uma lembrançaSem a luz que ela traz ja nem se consegue maisEncontrar o caminho da esperançaSinta, chega o tempo de enxugar o pranto dos homensSe fazendo irmão e estendendo a mãoSó o amor, muda o que já se fezE a força da paz junta todos outra vezVenha, já é hora de acender a chama da vidaE fazer a terra inteira felizSe você for capaz de soltar a sua vozPelo ar, como prece de criançaDeve então começar outros vão te acompanharE cantar com harmonia e esperançaDeixe, que esse canto lave o pranto do mundoPra trazer perdão e dividir o pão.Só o amor, muda o que já se fezE a força da paz junta todos outra vezVenha, já é hora de acender a chama da vidaE fazer a terra inteira felizQuanta dor e sofrimento em volta a gente ainda tem,Pra manter a fé e o sonho dos que ainda vêm.A lição pro futuro vem da alma e do coração,Pra buscar a paz, não olhar pra trás, com amor.Se você começar outros vão te acompanharE cantar com harmonia e esperança.Deixe, que esse canto lave o pranto do mundoPra trazer perdão e dividir o pão.Só o amor, muda o que já se fezE a força da paz junta todos outra vezVenha, já é hora de acender a chama da vidaE fazer a terra inteira felizSó o amor, muda o que já se fezE a força da paz junta todos outra vezVenha, já é hora de acender a chama da vidaE fazer a terra inteira felizSó o amor, muda o que já se fezE a força da paz junta todos outra vezVenha, já é hora de acender a chama da vidaE fazer a terra inteira felizVenha, já é hora de acender a chama da vidaE fazer a terra inteira felizInteira feliz ...

MOTIVACIONAL


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GRUPO AME

Sem Medo, composição de Marielza Tiscate, interpretada pelo Grupo AME durante o 2º Fórum Espiritual Mundial, em Fortaleza.

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Música Sempre a Servir. Grupo AME - Arte e Música Espírita CD Sementes


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Apresentação do Grupo AME - Arte e Música Espírita, no instituto de cultura espírita-ICE, em Fortaleza CE, em Dezembro de 2008 - Música Roda Festiva do CD Traduções

"COMO O SOL A BRILHAR"

"COMO O SOL A BRILHAR" é uma versão espírita da música "Bridge over troubled water" (Paul Simon & Garfunkel). Veja mais em www.luzespirita.org.br, inclusive o mp3 deste e outras canções espíritas

MARIELZA TISCATE

Uma leitura pessoal da música reflexiva da cantora e compositora carioca Marielza Tiscate

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Uma pequena homenagem, a uma compositora que muito contribui para o meio espírita. MInha versão dessa música tão bonita.

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Musica Pare pra pensar. Marielza Tiscate grande artista do Movimento Espírita do Rio de Janeiro, Uma das pioneiras da Arte Espírita, que iniciou sua trajetória nas atividades voltadas á evangelizaçÃO.

FRESTAS

CANÇÕES ESPÍRITAS

Vídeo da Canção Renascerá da Juventude Espírita Amélia Rodrigues, gravado no dia 01 de novembro de 2008, durante o X EJART



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Musica Pare pra pensar. Marielza Tiscate grande artista do Movimento Espírita do Rio de Janeiro, Uma das pioneiras da Arte Espírita, que iniciou sua trajetória nas atividades voltadas á evangelizaç...
Musica Pare pra pensar.Marielza Tiscate grande artista do Movimento Espírita do Rio de Janeiro, Uma das pioneiras da Arte Espírita, que iniciou sua trajetória nas atividades voltadas á evangelização através da Arte, com varios cds já gravados!

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Produção Executiva: Casa de Caridade Maria Franc Produção Artistica: Grupo de Arte Espírita Cotidianus Música gravada no Cd Acender a vida www.ccmf.org.br
Produção Executiva: Casa de Caridade Maria Franc Produção Artistica: Grupo de Arte Espírita Cotidianus Música gravada no Cd Acender a vida www.ccmf.org.br

PAI...TENTE OUTRA VEZ



CANÇÕES ESPÍRITAS







quinta-feira, 25 de junho de 2009

SÚICÍDIO, NUNCA!



MÚSICA ESPÍRITA

SOCIEDADE DOS POETAS MORTOS


APROVEITEM O DIA!

A CORRENTE DO BEM



VÍDEOS MENSAGENS

ACREDITE EM VOCÊ



CLÍNICA DO RISO


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olivia152914 de fevereiro de 2009
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Esse é um video demonstrando um pouco do magnifico trabalho da equipe da CLÍNICA DA ALEGRIA a qual faço parte.Nós visitamos hospitais caracterizados de palhaços,com o intuito de levar alegria a TOD...
Esse é um video demonstrando um pouco do magnifico trabalho da equipe da CLÍNICA DA ALEGRIA a qual faço parte.Nós visitamos hospitais caracterizados de palhaços,com o intuito de levar alegria a TODOS em um hospital.De recem nascidos a Idosos,de faxineiros a donos de hospital.Somos um grupo de voluntarios,nao ganhamos nada materias,mas recebemos mt em forma de amor e carinho.Estamos a procura de patrocinadores,não para recebermos dinheiro,como um salario e sim para que possamos manter as visitas,pois como somos tds voluntarios e estudantes,volta e meia temos que falar por nao conseguir dinheiro para passagem.Gostariamos que esse "patrocinados" nos ajudassem com o material que estamos sempre tendo que gastar

quarta-feira, 24 de junho de 2009

As Religiões e o Preconceito contra as Mulheres ante o Espiritismo

Bismael B. Moraes (*)
1. Introdução à verdade
No mundo, existe algum rei, presidente, ministro, general, chefe religioso, magistrado, parlamentar, filósofo, cientista, doutor, artista, professor, letrado ou analfabeto, em qualquer atividade terrena, que não tenha nascido do ventre da mãe e que não necessitou do seio, dos braços, dos cuidados, das lições e do amor dessa mulher? Bem falou o escritor Plínio Salgado ("Vida de Jesus", Editora Panorama, SP, 1944, p.21), quando disse que "a mulher grávida leva um destino no ventre, um germe de personalidade, a misteriosa geometria imanente de um corpo, de uma fisionomia, de um modo de ser; a centelha de um espírito; a semente de um fato social, que se pode chamar, um dia: revolução, revelação, gênio do Bem ou gênio do Mal."
No Espiritismo, descobrimos e vivemos a chamada Terceira Revelação, com lições de fé raciocinada, trazidas pelos próprios Espíritos Mentores, e não por qualquer homem, e codificadas pelo pedagogo Hippolyte-Léon Denizard Rivail, com o pseudônimo de ALLAN KARDEC, missionário do bem, estudioso e observador, incumbido pelo Plano Espiritual Superior de organizar os ensinamentos dessa Doutrina maravilhosa, que se concretizou aos 18 de abril de 1857, com o lançamento de "O Livro dos Espíritos".
Há um adágio popular que diz: "O uso do cachimbo deixa a boca torta". A inteligência constitui a individualidade moral do ser humano; é faculdade especial, para certos seres orgânicos; com o pensamento, traz consciência e vontade. Os costumes se enraízam e, se não forem bons, deformam as pessoas, transformando-se num vício abominável chamado preconceito! Parece ser isso que tem ocorrido à imensa maioria dos homens em relação às mulheres, ao longo dos séculos. Mas a Doutrina da fé raciocinada, o Espiritismo, que ensina o discernimento, o raciocínio, a ponderação, pede que cada um olhe para dentro de si mesmo. É essencial que o homem, que nem existiria sem a mulher, e que tem mãe, esposa, filha, neta, irmã, namorada, amiga, se conscientize desses argumentos. Deve, seguindo a lição do Cristo, "conhecer a verdade, para se libertar".
O Espiritismo pede raciocínio; quem tenha esse conhecimento não deve apenas decorar e repetir frases de efeito, mas ponderar sobre elas e, munido da moral espírita-cristã, exercitar o bem."Conhece a verdade e a verdade te libertará" – Essas foram palavras atribuídas ao Cristo, modelo de conduta, doação e de amor incondicional para todos os seres humanos, como registram os Evangelhos. Por sua vez, o filósofo René Descartes ensinou: "A regra do conhecimento é pensar com clareza; só o que é claramente compreendido é verdade".
Se você conhece todas as filosofias, todas as ciências, todas as religiões, todas as línguas e todas as artes, mas não conhece a si mesmo, nem sabe como separar os próprios defeitos e virtudes, buscando diminuir os primeiros e acercar-se das segundas, não poderá ainda ser chamado de um ser humano inteligente! Inteligente é a pessoa que está sempre em busca da verdade, porque sabe da sua insignificância e de sua pequenez moral e intelectual! Não se apresenta ética a pregação do bem, sem o seu exercício.
2. Homens sinceros e homens interesseiros
E quando falamos de religiões, doutrinas, filosofias, seitas, credos diversos e todos os sincretismos, não devemos nos esquecer de que, por tradição, costume, fé dogmática, crendice ou superstição, não raramente, elas são estruturadas, hierarquizadas e dirigidas por homens, alguns sinceros e bondosos, mas muitos interesseiros e ávidos por poder. Há inúmeros títulos com que se denominam esses homens: aiatolá, babalaô, babalorixá, bispo, cardeal, guru, mago, ministro, pajé, pai-de-santo, pastor, xamã e sacerdotes em geral, além de outras denominações. Para muitas religiões, seitas e credos, cujos cânones ou regulamentos foram obra dos homens, a mulher (em razão de sua condição biológica, pelas regras ou círculos menstruais) é um ser "impuro" e de tentação para o mal; só os homens teriam sido criados por Deus. Existem cultos em que a mulher não pode falar aos "fiéis", podendo, porém, sair a campo ou realizar outras atividades, pois só os homens têm a prerrogativa de subir ao púlpito! Pura ignorância desses seres do sexo masculino, que se impõem pelos costumes arraigados, dogmáticos e errôneos e pela força física, porque ainda não descobriram, por falta de estudo, humildade e ponderação, que o corpo material é apenas um instrumento concedido por Deus, por força de leis naturais, ao ser humano – homem ou mulher – para o aprendizado e o progresso do Espírito!
Na "Declaração Universal dos Direitos Humanos", documento máximo destinado à garantia dos indivíduos, também encontramos a idéia, eticamente errônea, mas socialmente aceita, de que só o homem é representante do gênero humano ou da linhagem humana e foi quem deu origem à Humanidade e a todo o progresso que nela existe, como se o macho dessa espécie nascesse por autogênese ou geração espontânea, sem necessitar da mulher, sem ter mãe, filha, irmã, esposa...
Vejam-se, a propósito, os artigos dessa Declaração, a provar o que afirmamos: "artigo I - Todos os homens nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade"; "artigo II – Todo homem tem capacidade para gozar de direitos e as liberdades estabelecidas nesta Declaração, sem distinção de qualquer espécie..."; "artigo VI – Todo homem tem direito de ser, em todos os lugares, reconhecido como pessoa humana, perante a lei"; "artigo VIII – Todo homem tem direito a receber, dos tribunais nacionais competentes, remédio efetivo para os atos que violem os direitos fundamentais que lhe sejam reconhecidos pela constituição e pela lei". E, assim, sucessivamente, nos artigos X, XI, XIII, XIV, XV, XVI, XVII, XVIII, XIX, XX, XXI, XXII, XXIII, XXIV, XXV, XXVI, XXVII, XXVIII, XXIX. Por ignorância, insensibilidade, falta de análise à luz da razão ou puro preconceito, é como se a mulher não tivesse nenhuma importância como ser humano, para letrados ou analfabetos, filósofos, cientistas e teólogos, tudo em razão dos costumes seculares...
Por exemplo, o livro "As Raças Humanas", do pesquisador e professor francês Henri Vallois (Editora Difusão Européia do Livro, 3ª edição, São Paulo, 1966, p.7), começa assim: "Todos os homens atuais pertencem a um mesmo grupo, à espécie ‘Homo sapiens’ das classificações zoológicas".(E ousamos uma pergunta oportuna: - Não ficaria mais ético e abrangente se o livro tivesse início com a expressão "todos os seres humanos", englobando homens e mulheres?)
Também, dentro da Doutrina Espírita encontramos sofismas em relação ao desenvolvimento de homens e mulheres, entre especialistas. Observe-se, com efeito, no livro "Grandes Vultos da Humanidade e o Espiritismo", do professor Sylvio Brito Soares (Edição FEB, RJ, 1961, com 50 nomes de brasileiros e estrangeiros, todos homens, com suas respectivas biografias, e que vão de Albert Einstein, passando por Santos Dumont, Johann Sebastian Bach, Jules Verne,m Dante Alighieri, Camilo Castelo Branco, Louis Pasteur, Ruy Barbosa, Victor Hugo, William Shakespeare e outros. Nenhum nome de mulher! Mais uma prova do preconceito científico, consciente ou inconsciente.
3. Mulher e costumes na Índia
De tudo o que vimos, ainda, faz-se oportuna um olhar sobre a Índia, hoje, com mais de um bilhão de habitantes, país formado em castas, em que se destacam as principais: 1) Brâmanes (sacerdotes); 2) Xátrias (militares e proprietários); 3) Vaixás (fazendeiros e comerciantes); 4) Sudras (trabalhadores urbanos e rurais).Pode-se falar, ainda, dos"Sem-castas,também chamados "Dalit", ou "Intocáveis" (que respondem pelas tarefas impuras). Há mais de 2000 anos, grupos separados por meio de regras religiosas formam as castas, numa forma de hierarquia em que a de cima é mais pura do que a de baixo, e não se permite contato entre elas, para evitar a ‘contaminação’ das castas superiores pelas castas inferiores. Por acreditarem os hindus que as castas decorrem de ordem divina, só poderá haver casamento entre membros da mesma casta. As castas são associadas a tipos de atividades, e quem nasce numa casta não pode subir nem descer para outra, seja pelo casamento, seja pela capacidade pessoal.
Na apresentação ao leitor do livro "O Espiritismo na Índia", de Louis Jacolliot (Editora EDICEL, SP, 1968, p.11), o crítico Francisco K. Werneck afirma: "Não sou adepto do Espiritismo, porém, se considerarmos que o homem, na sua ignorância, tem apenas o direito de negar, devemos acrescentar, por outro lado, que a afirmação científica não deve produzir-se senão depois de detido exame, baseado em provas contraditórias". Ou seja: não podemos afirmar ou contradizer alguma coisa, sem, antes, fazer uma análise ponderada e uma profunda pesquisa a respeito – sim, sim; não, não. No Espiritismo, não se deve dizer "eu acho" ou "eu acredito", mas afirmar "eu sei" ou "eu não sei". Pesquisar, estudar, conhecer, passar pelo crivo da razão, para estar à altura do tripé que sustenta a Doutrina Espírita: filosofia, ciência e moral religiosa.
De acordo com matéria publicada na Internet, a psicóloga Radhika Chandiramani, na Índia, numa palestra sobre "Saúde sexual e reprodução", explicou que em seu país existe a prática do aborto seletivo: "muitas mulheres abortam depois da detecção do sexo feminino do feto". E afirma: "Vivemos numa sociedade patriarcal, que valoriza os meninos sobre as meninas".
Com base em trabalho da escritora hindu Rama Mani, do "Conselho de Coalizão Global: Mulheres Defendendo a Paz", que a jornalista Concilia Ortona, do Centro de Bioética do Conselho Regional de Medicina de São Paulo – CREMESP -, fez publicar na Revista "Ser Médico", nº 34, em março/2006, páginas 16 a 19, ficamos sabendo de fatos estarrecedores, sempre em prejuízo das mulheres: sob alegações culturais e religiosas, existe "uma triste tradição na Índia; lançar-se mão de todos os recursos para garantir o nascimento preferencial de varões, com o aborto seletivo de meninas; infanticídio de bebês do sexo feminino, costume também adotado na China, pela Ciência, em forma de ultra-sons, é potente auxiliar na seleção, possibilitando a realização de abortos tão logo se identifique uma futura mulher; a Índia está virando uma terra de homens: estima-se em 50 milhões de homens a mais do que mulheres; estima-se que cerca de 500 mil fetos do sexo feminino são abortados por ano na Índia; sem mulheres disponíveis para matrimônio, os indianos apelam para o tráfico de meninas de paises fronteiriços pobres, como Bangladesh e Nepal. Meninas são inferiores; são fardos, valem menos do que um touro. Enquanto nos Estados de Haryana e Punjab um touro é comprado por 50.000 rúpias (cerca de 2.500 reais), meninas custam entre 10.000 e 12.000 rúpias (entre 500 e 600 reais). Mantém-se a crença milenar que considera as mulheres como cidadãs de segunda classe, cuja única função é seguir os homens, feito cachorros e destituidas dos direitos de serem ouvidas, vistas e respeitadas.
O advogado defensor de meninas na Índia, Swami Agneves, afirma que "os líderes religiosos são os responsáveis por corromperem as mentes das pessoas", e fala de uma viúva de 17 anos, do Estado de Rajasthan, que "foi morta em sacrifício durante os funerais de seu marido, por ordem dos sacerdotes e anciãos do vilarejo"; no casamento, a mulher paga dote ao noivo e, por isso,"cerca de 5000 mulheres recém-casadas morrem queimadas por ano, porque seus maridos ou sogros se consideram insatisfeitos com o pagamento".(Ou seja: aos homens, tudo; às mulheres, nada, e, em regra, com o aval costumeiro de religiões e seitas diversas...).
4. Preconceito, aberto ou camuflado.
O preconceito, aberto ou camuflado, é uma dolorosa manifestação de falta de amor, defeito moral de quem o pratica e, para os que se dizem religiosos, cristãos ou não, mas tementes a Deus, demonstra não serem caridosos! Atentem para esse mau exemplo: em plena Paris, em 1944, quando a França havia sido ocupada pelos alemães, a imprensa ocidental fotografou uma mulher francesa, que teve a cabeça raspada, e com uma criança pequena nos braços, filho de um soldado invasor, acompanhada por um policial e sendo hostilizada pela população, formada por mulheres e homens, como se ela fosse um bandido! O preconceito se mostrava na total falta de caridade para com aquela mãe que, por amor ou em razão de estupro, engravidou e, ao invés de abortar, concebeu uma criança!
Aliás, cabe aqui uma visão breve sobre o que seja preconceito, que é, antes de tudo, falta de caridade para com o semelhante – homem ou mulher, rico ou pobre, são ou deficiente, letrado ou analfabeto. Ensinam os doutos que preconceito é "um conceito formado antecipadamente e sem fundamento razoável; é opinião formada sem reflexão; é ignorância que obriga a certos atos ou impede que eles sejam praticados; é costume sem base científica"; é idéia primária que deixa de lado opiniões que a contestem; é intolerância e convencionalismo cego; é, enfim, cegueira moral. Quando praticado, mais tarde ou mais cedo, por força da Lei Natural de Ação e Reação, por certo, ocasionará vexames, dores e sofrimentos ao ser humano que o exercitou.

5. A Mulher, os costumes e os varões
Há inúmeras religiões cujos dirigentes (homens, é claro), calcados em registros do Velho Testamento, ao pé da letra (achando, por desconhecimento, ignorância ou interesses escusos, que tudo ali é "a palavra de Deus"), insistem que a finalidade da mulher é obedecer ao homem e servir como instrumento de reprodução. Aliás, informa-se que o Alcorão (livro sagrado do islamismo) confere ao homem o "direito" de bater na mulher, se esta não lhe obedece...
Observe-se, a propósito, que, mesmo nas Epístolas de Paulo, na Bíblia Sagrada, encontramos alguns escritos estranhos. Por exemplo, na Epístola I Aos Coríntios, capítulo 11, versículo 7, que "o varão é a imagem e glória de Deus, mas a mulher é a glória do varão"; e no versículo 10, "o varão não foi criado por causa da mulher, mas a mulher por causa do varão". Já no capítulo 14, da mesma Epístola I, no versículo 34, "As mulheres estejam caladas nas igrejas; porque não lhes é permitido falar..."; e no versículo 35, "E, se querem aprender alguma coisa, interroguem em casa a seus próprios maridos; porque é indecente que as mulheres falem na igreja". Mais adiante, na Epístola I a Timóteo, no capítulo 2, versículo 11, "A mulher aprenda em silencia, com toda a sujeição"; e, nos versículos 12 e 13, "Não permito que a mulher ensine, nem use de autoridade sobre o marido, mas que esteja em silêncio. Porque primeiro foi formado Adão, depois Eva".(Vejam os mandamentos machistas, frutos dos costumes judaicos da época em que falou o Apóstolo Paulo).
Muitos Espíritos Mentores, que, sob o influxo do Espírito da Verdade, responderam às perguntas feitas pelo pedagogo e codificador Allan Kardec, em sessões ou reuniões espíritas que antecederam e possibilitaram a edição de "O Livro dos Espíritos", como se poderá deduzir das suas respostas, foram homens que tiveram várias existências, em outras eras, em lugares diversos na Terra, e que, pelo costumeiro e sedimentado ensino de pais e mestres de então, nos moldes da prevalência masculina, tiveram sua formação como varão, senhor, patriarca, chefe, rei.
Por isso, observe-se, a propósito, o teor da pergunta nº 50, feita pelo codificador Kardec sobre o povoamento da Terra: "A espécie humana começou por um só homem?" E vem a resposta do Espírito: "Não; aquele que chamais Adão não foi o primeiro nem o único a povoar a Terra". O mesmo Espírito, ao responder à questão nº 51, sobre a época em que viveu Adão, diz que isso se deu, mais ou menos, "cerca de quatro mil anos antes de Cristo". (E Kardec, em seguida esclarece: "As leis da Natureza contradizem a opinião de que os progressos da Humanidade, constatados todos muito antes de Cristo, se tivessem realizado em alguns séculos, como o teria de ser, se o homem não tivesse aparecido depois da época assinalada para a existência de Adão".) E, na questão 880, novamente, pergunta Kardec: "Qual é o primeiro de todos os direitos naturais do homem?" A isso responde o Espírito: "O de viver". (E quais são os direitos naturais da mulher? – perguntamos nós).
Os grifos acima são nossos, para observar que, tanto o pedagogo Kardec quanto o Espírito Mentor comunicante sempre falam do homem, e não se referem ao ser humano e, muito menos, à mulher...
Na questão nº 53, Kardec pergunta ao Espírito: "O homem apareceu em muitos pontos do globo?" E vem a resposta: "Sim, e em diversas épocas, e é essa uma das causas da diversidade de raças; depois, o homem se dispersou pelos diferentes climas, e, aliando-se os de uma raça aos de outra, formaram-se novos tipo". Na questão nº 54, Kardec indaga: "Se a espécie humana não procede de um só tronco, não devem os homens deixar de considerar-se irmãos?" Então, o Espírito responde: "Todos os homens são irmãos em Deus, porque são animados pelo espírito e tendem para o mesmo alvo."(Vejam que, toda vez que o codificador pergunta e o Espírito responde, a mulher não existe, nem mesmo como ser humano – que engloba homem e mulher!)
6. Estatísticas Cristãs e Muçulmanas
Contam-se mais de 200 (duzentos) Estados soberanos no planeta Terra, cada país com sua história, suas línguas, suas religiões, seus costumes, suas leis, e sabe-se, pelas estatísticas da ONU – Organização das Nações Unidas, que o mundo, na atualidade, abriga cerca de 7 (sete) bilhões de habitantes. Desse número, apenas 2 bilhões se declaram cristãos. E, de acordo com reportagem da "Revista da Semana", Editora Abril, em 07-04-2008, página 14, há mais muçulmanos na Terra do que cristãos. O responsável pelo Anuário Pontifício do Vaticano reproduz entrevista do monsenhor Vittorio Formenti ao "Ossevatore Romano" em que esse religioso afirma: "Pela primeira vez não estamos mais no topo – os muçulmanos nos ultrapassaram".
Desde 1979, a ONU estabeleceu a "Convenção de Eliminação de Todas as Formas de Descriminação contra a Mulher"; mas como se fazer respeitar em todos os paises do mundo? No Afeganistão (país muçulmano) há uma entidade – RAWA -, em defesa das mulheres, e tem uma "Carta de Princípios", com 9 itens, colocando-se contra a exploração, o cárcere das mulheres em casa, o abandono na educação, na saúde e na economia, e também a luta "contra a cultura misógina".
Notícias do "Correio da Cidadania", via Internet, com data de 29-05-2003, sob o título de "Todas as religiões discriminam as mulheres", informam que, em um foro sobre as saúde das mulheres, organizado pelo partido México Possível, a ativista Frances Kissling, presidente da organização "Católicas pelo Direito de Decidir", nos Estados Unidos, "comparou a atuação da hierarquia católica mexicana com a do clero de outros paises, que têm se esforçado para diminuir a capacidade das mulheres de decidirem sobre seus direitos sexuais e reprodutivos". As notícias ainda citam autoridades eclesiásticas da Polônia, Argentina, Nicarágua e do Peru, bem como religiões como o Islã, o judaísmo e até o budismo, que discriminam as mulheres, restringindo-lhes direitos.
Rachid Bezine, de família muçulmana, formado na França e estudioso do Alcorão, co-autor do livro "The Suburbs of God" (com Christian Dekirme), critica como "impostores" aqueles que interpretam o Islã de forma a servirem os seus interesses". Aliás, depois que o Xá Reza Pahlavi, Imperador da antiga Pérsia (de maioria muçulmana), hoje Irã, simpático aos norte-americanos (por causa do petróleo), mandou para o exílio vários líderes do Islã, e, dentre esses, o Ayatollah Komeini, este, de Paris, onde se achava, liderou um movimento e derrubou o Xá do Irã, em 1979, e estabeleceu no país uma República Islâmica, contra tudo que viesse do Ocidente; Estado e Islamismo era um só Poder. O Ayatollah Komeini morreu, em 1989, mas suas idéias islamitas, impostas a ferro e fogo, contra os "costumes ocidentais, impuros e demomíacos", ficaram na sociedade iraniana, e foram as mulheres as mais prejudicadas, policiadas no vestir, no falar, na postura, etc, e não os homens.
Lemos, no jornal "O Estado de S.Paulo" (edição de 27-8-1995, p.2), um artigo da primeira-ministra do Paquistão, Benazir Bhutto, sob o título de "Verdadeiro Islã não discrimina as mulheres", dele destacando breves trechos: "Se as mulheres dos paises muçulmanos estão em situação de atraso, isso não é culpa dos princípios do Islã, mas, sim, das tradições culturais ou tribais machistas que lhes negam seus direitos"; "no Paquistão, enfrentamos o disseminado problema da violência doméstica..."; "embora o Islã estabeleça claramente que as crianças devem ficar sob a guarda materna até determinada idade, alguns juizes do sexo masculino violam essa lei e tiram nossos filhos de nossos braços"; e, num brado às mulheres de seu país, a autora finaliza: "Por todas as que antes sofreram e para as que virão depois de nós, não podemos nos acomodar. Temos o privilégio de estar em posição especial e extraordinária oportunidade de mudar o futuro". (Os grifos são nossos, para observar que, no caso, a situação não é só religiosa, mas de costumes machistas, dos homens que governam que fazem as leis e que julgam, desrespeitando as próprias mães, esposas e filhas!)
Mais recentemente, o jornal "Folha de S.Paulo" (em 13-72008, p .A-22) trouxe uma reportagem sobre a ativista feminina, crítica do Islã, nascida na Somália e que viveu exilada na Arábia Saudita, na Etiópia e no Quênia, Aiaan Hirsi Ali, autora de três livros, hoje pesquisadora do "American Interprise Institute", e da qual registramos alguns trechos: "Aos cinco anos, sofreu mutilação genital – contra a vontade do pai, islamita liberal, então encarcerado"; se meu pai, "não tivesse insistido que minha irmã e eu fôssemos à escola, eu não estaria onde estou: ao me mandar para a escola, ele me abriu os portões da modernidade"; "Jurada de morte por radicais islâmicos, a pesquisadora...veio ao Brasil para seminários, em Porto Alegre e Salvador"; e, colocando-se a favor do fechamento das escolas muçulmanas na Europa, Aiaan Ali esclarece: "As escolas islâmicas dificultam a integração. Ela ensinam as crianças a serem hostis aos valores dos paises onde vivem...Os alunos são separados por sexo: os meninos são educados para serem dominadores e as meninas, dóceis". E finaliza: "O que é único, nos paises muçulmanos, é que eles parecem pensar que têm no Islã uma alternativa superior a qualquer sistema ocidental".
Como se verifica, mesmo sob um sistema tão dominador, as mulheres são fortes. Além dos registros nas pesquisas, registramos isso nas palavras de um carrasco da Arábia Saudita, Ahmad Rezkallah, que já "decapitou mais de 300 pessoas, incluindo 70 mulheres", como publicou "O Estado de S. Paulo" (em 24-12-2003, p. A-11). As informações são de que os "assassinatos, contrabando de drogas, assalto a mão armada e crimes sexuais são delitos punidos com a pena capital, por força da rigorosa interpretação da Lei Islâmica na Arábia Saudita. Geralmente, a execução consiste na decapitação em público". Então, afirma o carrasco Ahmad: "A maioria das mulheres que eu executei mostrou-se forte e calma. Em situações difíceis, elas são muito mais fortes do que os homens".(Mas, mesmo assim, em regra, elas são desrespeitadas em seus direitos humanos). A propósito, o jornalista espírita Altamirando Carneiro, no "Jornal Espírita" de junho / 2008, da FEESP, fez publicar reportagem de Robert Kiener, da revista "Seleções Reader’s Digest", sobre Mukhtar Mai, do Paquistão, com o título de "A luta de uma paquistanesa pela dignidade humana", que vale a pena ler e se surpreender.
Embora, pelas estatísticas, cerca de 52% da população da Terra sejam mulheres, verificamos que "há correntes sociais, profissionais e culturais que subalternizam e restringem a participação do elemento feminino nos vários setores da atividade humana. Não há equidade na ascensão social no mundo, por causa do preconceito". Esclarecem as especialistas, na luta em defesa da igualdade de direitos para a mulher, que os dois graves problemas que se apresentam contra ela, na quase totalidade dos paises (ricos e pobres), são a violência de gênero (em razão do sexo) e a baixa participação nas decisões políticas. Observe-se, por exemplo, que o mundo possui mais de 200 (duzentos) paises com assento na ONU, mas apenas em 145 deles existem parlamentares femininos. Mostram os pesquisadores, como a socióloga Giane Boselli, que, nesses 145 paises, há parlamento que chega a ter até 30% de mulheres e outros (como Egito, Líbano, Bangladesh, Bahrein, Kuwait, Tonga, Emirados Árabes, Iêmen) com menos de 3%.
No Brasil, a mulher só começou a votar em 1934. Mas ainda há vários paises em que o voto feminino não é permitido, e isso com o aval da religião dominante. Por exemplo, na Arábia Saudita, as mulheres, além de não poderem viajar, estudar ou trabalhar sem autorização de um homem da família, quando parecia que seria concedido o direito de voto elas em 2005, alguns meses antes da eleição municipal, em abril daquele ano, o Ministro do Interior, príncipe Nayef, informou que as mulheres não poderiam exercer o sufrágio universal.
Apenas para corroborar com a informação do predomínio muçulmano na religião, onde os homens, em sua maioria, educados como ser humano ativo, mantém a mulher como ser humano passivo, se faz oportuno atentar para alguns paises da Terra em que o islamismo (sunita em sua maioria e xiita e menor percentagem) predomina entre 99% a 30% da população: Afeganistão, Albânia, Arábia Saudita, Argélia, Azerbaijão, Bahrein, Benin, Bósnia, Brunei, Bukina-Fasso, Camarões, Cazaquistão, Chade, Chipre, Cingapura, Costa do Marfim, Etiópia, Gâmbia, Gana, Guiné, Iêmen, Ilhas Gomores, Indonésia, Irã, Iraque, Jordânia, Kuwait, Líbano, Líbia, Malásia, Omã, Paquistão, Síria, Tadjiquistão, Tanzânia, Tunísia, Turcomenistão, Turquia, Uzbequistão, e percentuais menores espalhados pelo mundo, incluindo a China.
7. O Espírito não tem sexo
Aprendemos que a finalidade da reencarnação é a evolução do ser humano pelo seu próprio esforço, por meio de provas e expiações, e que o Espírito (ser inteligente da Natureza) não tem sexo – questão nº 200 ("O Livro dos Espíritos", de Kardec): somente o corpo, como instrumento de progresso para o Espírito, em suas várias existências, como homem ou como mulher, tem sexo. Vemos, também, na questão nº 153, na mesma obra do condificado Kardec, que "é a vida do Espírito que é eterna; a do corpo é transitória, passageira".
Ensinam as Entidades Superiores que os Espíritos encarnados na Terra "ainda estão longe da perfeição"; é por isso mesmo que o nosso planeta se sujeita a provas e expiações, porque a maldade ainda suplanta a bondade. Mas nós caminhamos lenta e progressivamente para uma Terra de regeneração.
Indagados por Allan Kardec, na questão 627, pelo fato de Jesus haver ensinado as verdadeiras leis de Deus, qual seria a utilidade do ensinamento dado pelos Espíritos, estes responderam: "Faz-se hoje necessário que a verdade seja inteligível para todos. É preciso, pois, explicar e desenvolver essas leis, tão poucos são os que as compreendem e ainda menos os que as praticam. Nossa missão é a de despertar os olhos e os ouvidos, para confundir os orgulhosos e desmascarar os hipócritas: os que afetam exteriormente a virtude e a religião para ocultar suas torpezas. O ensinamento dos Espíritos deve ser claro e sem equívocos, a fim de que ninguém possa pretextar ignorância e cada um possa julgá-lo e apreciá-lo com sua própria razão."
Em "O Evangelho Segundo o Espiritismo", de Allan Kardec, no Capítulo XVII, Nº 3, encontra-se a síntese normativa da Doutrina Espírita, no seguinte texto: "O verdadeiro homem de bem é aquele que pratica a Lei de Justiça, de Amor e de Caridade na sua maior pureza. Se interroga a sua consciência em relação aos próprios atos, a si mesmo pergunta se não violou a lei; se não ocasionou prejuízos; se fez todo o bem que lhe era possível; se desprezou voluntariamente alguma oportunidade de ser útil; se alguém lhe tem queixas; se fez aos outros como quereria que lhe fizessem".
Allan Kardec, com base nas respostas que lhe deram os Espíritos, nas questões 200, 2001 e 202, em "O Livros dos Espíritos", explica: "Os Espíritos encarnam-se homens ou mulheres, porque não têm sexo. Como devem progredir em tudo, cada sexo, como cada posição social, oferece-lhe provas e deveres especiais e novas ocasiões de adquirir experiências. Aquele que fosse sempre homem, só saberia o que sabem os homens").(Grifos nossos).
Observação: "O Livro dos Espíritos" foi traduzido para o árabe (idioma da maioria dos povos islamitas), em 1992. Imagine-se o que suas verdades espirituais farão, nos próximos 100 anos, aos homens do Islã (que ainda, na sua imensa maioria tratam as mulheres como seres humanos de segunda classe), quando descobrirem que, por força de Lei Natural (que eles não podem revogar) poderão reencarnar como mulheres, noutra vida!
8. Estranha fotografia
(Abrimos um parêntese, para estranhar a composição de uma fotografia publicada na Revista Reformador nº 2140-A, da Federação Espírita Brasileira, do mês de julho / 2007, na página 11, mostrando a composição da mesa do "Congresso Brasileiro de Unificação Espírita", ocorrido em São Paulo, de 31 de outubro a 5 de novembro de 1948, com 23 homens de gravata, ao ser assinado o "Pacto Áureo", sem a presença de qualquer mulher... Naquela época, perguntamos agora, não existiam ainda mulheres no movimento espírita brasileiro?).
Em "O Livro dos Espíritos", no 4º Livro, Capítulo I, ao tratar de "Penas e Gozos Terrenos", na questão 921, o Espírito Mentor ensina que "o homem é artífice de sua própria infelicidade; praticando a lei de Deus, ele se poupa dos males e chega a uma felicidade tão grande quanto o comporta sua existência grosseira". E complementa Kardec: "O homem de bem, compenetrado de sua destinação futura, não vê na vida corporal senão uma estada passageira". Enfim, o homem de bem é aquele que conhece a si mesmo e, antes de ver os erros alheios, procura pelos seus, e pratica a Lei de Justiça, Amor e Caridade. (Aqui, faz-se oportuna uma pergunta: - Ora, pode alguém dizer que pratica a "Lei de Justiça, Amor e Caridade", do Capítulo XI, de "O Livro dos Espíritos" - questões 873 e seguintes -, esquecendo de mencionar, sempre, a mulher como um ser fundamental à vida, à educação e ao progresso da humanidade?).
9. Notícias de jornais
O jornal "Folha de S.Paulo" (editoria "Mundo", 1º/04/2007, pág. A-24) trouxe-nos uma reportagem, do jornalista Marcelo Nínio, sob o título de "Coreanas expõem ferida que Japão deixou", falando sobre as "damas de conforto", ‘cerca de 200 mil mulheres usadas como escravas sexuais em paises asiáticos sob ocupação militar japonesa’. E informa a notícia que "sobreviveram 123 "damas de conforto" – o incômodo eufemismo japonês pelo qual as mulheres seqüestradas e estupradas ficaram conhecidas’. E o jornal estampa a fotografia de algumas dessas mulheres, duas das quais – Gil Won-ok, de 79 anos, e que foi capturada aos 12 anos, e Lee Yong-Soo, também com 79 anos, capturada aos 16 anos, - respectivamente, dizem: "Ninguém imagina o que sentíamos diante dos soldados. Ainda tenho pesadelos"; e "Só ficarei satisfeita quando o primeiro-ministro japonês vier a Seul pedir desculpas de joelhos".Registra ainda a reportagem que a senhora Gil, durante o domínio japonês, "foi parar em uma base militar em Harbin, no nordeste da China. Após meses de serviço sexual aos soldados japoneses, ela contraiu uma doença venérea e foi libertada. A doença a deixou estéril para sempre". Desculpem-nos o gracejo: Como esses homens são dignos! Que Deus deles se apiede!
Noutra reportagem, do jornal "O Estado de S.Paulo" (em 16-12-2006, pág. A-32), por força da lei dos homens e da justiça dos homens, na cidade de Shenzen, na China, cerca de 100 mulheres jovens, denominadas como "prostitutas", foram presas e exibidas em praça pública, com as mãos amarradas e seguras por policiais, vestidas de capas amarelas e com seus nomes anunciados em alto-falantes, tendo como platéia a população sob cordas, com se fossem animais em espetáculo circense e deprimente. O estranho é que não havia, na mesma cena, nenhum dos "homens acima de qualquer suspeita" que delas se "utilizaram".
Zou Xiaogiao, especialista chinesa em direitos humanos, mostra que "as mulheres chinesas têm sérios desafios a vencer – discriminação no trabalho, nível educacional menor e proteger-se da violência doméstica. (São informações de um"site" internacional, em 22-4-2008). Por seu turno, o advogado Zheng Baichum, em Pequim, criou em seu país uma página na Internet para ajudar as mulheres que mantém relações amorosas com homens casados. Por informações divulgadas em 24-10-2006, ele diz que, em regra, "as amantes são de origem humilde, não conhecem seus direitos e, por isso, muitas vezes, deixam que seus direitos básicos sejam desprezados".
No boletim "Juizes para a Democracia", (nº 45, São Paulo, maio / 2008, pág.12), a advogada e socióloga da educação Fernanda Castro Fernandes de Oliveira trata da condição da mulher presidiária, mostrando que ela, pelo descaso das autoridades penitenciárias (homens, em sua maiooria, é claro), "se torna invisível", explicando: "A prisão institui o controle quase absoluto sobre o corpo da pessoa presa...Ao controlar o corpo, a prisão busca disciplinar a vida no cárcere. (...) A maneira como se estuda, se pesquisa e se desenvolvem saberes estabelece relações de poder diferenciadas entre o masculino e o feminino. Corpo de homem. Corpo de mulher. Corpo de mulher encarcerada.Tão visível, exposto, comercializado e manipulado fora das prisões, o corpo da mulher encarcerada torna-se invisível a partir do momento em que ela perde sua liberdade. Para o Estado, mulher encarcerada não menstrua, não faz exame de papanicolau, não faz mamografia, não tem sexualidade. (...) São mães, mães solteiras e, na maioria dos casos, condenadas por envolvimento com o tráfico de drogas. Uma vez encarceradas, vêem seus corpos submetidos a uma rotina de privações e violações de direitos, especialmente de seu direito à saúde física e mental". (Os grifos são nossos, para mostrar que, embora as mulheres sejam as gestoras da vida física e da educação dos homens, nas prisões como nas religiões, elas são tratadas com desprezo e insensibilidade por eles, via de regra).
10. Mulheres fortes e homens sem coragem
A socióloga e antropóloga Nancy Di Girolamo, em reportagem de capa ("Revista de Livros EME", nº 4, SP, abril / 2008, p. 11), ao ser citada sobre "O papel da mulher", faz reproduzir uma frase do filósofo Leon Denis, mostrando que "a mãe é quem modela a alma das gerações, sendo responsável pela regeneração da raça humana".
Além da falta de coragem quando são apanhados em infração ou condenados pelos seus crimes, como bem demonstrou o carrasco saudita Ahmad Rezkallah, afirmando que as mulheres por ele executadas eram psicologicamente "mais fortes dos que os homens", há registros científicos brasileiros que provam essa realidade entre nós. A pesquisadora Ana Liesg Thuller, que analisou 180 mil certidões de nascimento, para o seu trabalho "Paternidade e Deserção", levantou alguns dados estarrecedores: entre 20% a 30% das crianças brasileiras não têm nome de pai em seus registros de nascimento. (Ou seja, observamos nós, há mais filhos sem pai entre nós do que o correspondente a toda a população da Argentina!). 18% (dezoito por cento) das famílias no Brasil são compostas por mulheres solteiras com filhos sem pai e, nesse caso, a mulher é, ao mesmo tempo, mãe e pai (segundo estatísticas do IBGE, em 2005). Ao invés de programas efetivos em auxílio a essas mulheres, ante a carga que sobre elas recaem, há homens que lhes propõem a esterilização ou laqueadura (bisturi, em vez de educação). O preconceito se generaliza e, pelo chamado sexismo, temos crianças sem reconhecimento e marginalizadas e mães penalizadas! E esses homens corajosos – "os pais" - onde estão? (Felizmente, parece que o STJ – Superior Tribunal de Justiça -, com a Súmula recente, vai acabar com "essa farra de o homem engravidar a mulher e, em seguida, fugir da responsabilidade!").
Entretanto, em tudo isso, observe-se que, independentemente da religiosidade desta ou daquela pessoa, os Espíritos acham-se em todos os lugares, procurando auxiliar e inspirar os serem humanos de bem. Foi o que aconteceu ao novo legislador constituinte do Brasil: o antigo Código Civil Brasileiro, de 1916, que vigorou até 10 de janeiro de 2003, com o "silencio" dos homens que se diziam cristãos e tementes a Deus, trazia: " artigo 2º - Todo homem é capaz de direitos e obrigações na ordem civil; artigo 4º - A personalidade civil do homem começa do nascimento com vida". Os grifos são nossos, para chamar a atenção quanto ao texto do novo Código Civil Brasileiro, de 2002, em vigor desde 2003, que traz o seguinte: "artigo 1º - Toda pessoa é capaz de direitos e deveres na ordem civil; artigo 2º - A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida".(Notaram a diferença entre homem e pessoa?).
11. Haveria o homem sem a mulher?
Há, no Espiritismo, a máxima de que "quem não aprende pelo amor, aprende com a dor", porque a evolução do Espírito é uma Lei Natural. Isto, a cada dia, se torna mais verdadeiro: pelo desrespeito do homem contra a mulher, com a violência por ela sofrida durante muitos anos, ante o silêncio da maioria das autoridades e dos próprios chefes religiosos, os movimentos femininos vêm se organizando, em várias partes da Terra, buscando leis de proteção às mulheres. Por exemplo, no Brasil, para frear violência de gênero secularmente impingida à mulher, nasceu a chamada "Lei Maria da Penha" (Lei 11.340, sancionada em 7 de agosto de 2006): os homens não quiseram aprender pelo amor e, agora, aprenderão pela dor, na prisão, a respeitar a mulher.
Temos para nós que perguntas como - "Quem pode mais: o homem ou a mulher?" "Quem é mais inteligente: o homem ou a mulher?" - são questionamentos cretinos, e não lógicos ou científicos, porque o poder da força bruta ou da ditadura do grito ou da superioridade pelo sexo só se mantém em indivíduos de cabeça oca, que ainda não conhecem a si mesmos e nada sabem sobre o Espírito, ser inteligente da Natureza ou da Criação, progressista e eterno, de que todo ser humano é dotado.
É oportuno lembrar, neste final, uma observação do psicólogo Adão Nonato, no "15º Simpósio Espírita do C.E.I. – Zona Norte / São Paulo – 2003", quando disse: "O mundo será melhor, com certeza, porque vejo mais mulheres do que homens nos seminários e congressos espíritas, e elas serão os homens do futuro, pela lei natural da reencarnação".
A nossa intenção não foi criticar as religiões, pois, como ensinou por Emmanuel, intermédio de Chico Xavier, "o Espiritismo apóia os princípios superiores de todos os sistemas religiosos e não censura essa ou aquela forma de crer". Queremos homenagear as mulheres, buscando-as dentro de nós mesmos. Sábias são as palavras do poeta Victor Hugo: "O homem é o código; a mulher, o Evangelho. O código corrige; e o Evangelho aperfeiçoa". Uma pergunta derradeira: Haveria o homem sem a mulher?
(*) Bismael B. Moraes, advogado, Mestre em Direito pela USP, autor de livros e artigos, é membro da União dos Delegados de Polícia Espírita do Estado de São Paulo – UDESP – e trabalhador do Centro Espírita Ismael, no Jaçanã, Zona Norte da Capital paulistana.

São Paulo, agosto de 2008


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FONTE\;http://www.ceismael.com.br/artigo/artigo140.htm

A vida é algo que o homem não cria

Graças a Deus, a mãe de Beethoven não o abortou

A vida é algo que o homem não cria; ele não a dá a si mesmo, não tem poder para isso, mas a recebe como dádiva do Criador, dádiva esta que na terra lhe escapa sem que o possa impedir.
Nenhum de nós pode fixar quantos anos vai querer viver, isso escapa às nossas capacidades; é um direito de Deus que nos criou.
É isso que faz a sacralidade da vida humana.
Ninguém tem o direito de decidir sobre a própria vida, como se fosse o seu senhor, e mais ainda, ninguém pode decidir sobre a vida dos outros, definindo quem poderá e quem deverá viver ou morrer.
Os critérios da "vida feliz" são muito ilusórios e pessoais, de modo que não é lícito dizer: "Tal vida infeliz não merece ser vivida"; a experiência mostra que pessoas tidas como "desgraçadas" porque eram cegas, surdas e mudas, foram grandes heroínas da humanidade, deixando à posteridade um patrimônio moral e cultural de grande valor.
Grandes vultos da história foram pessoas deficientes, e que alguém poderia desejar que fossem abortados. É bem conhecido este caso:
Em uma faculdade de Medicina, certo professor propôs à classe a seguinte situação:
– Baseados nas circunstâncias que vou enumerar, que conselhos dariam vocês a certa senhora, grávida do quinto filho?
– O marido sofre de sífilis e ela de tuberculose.
– Seu primeiro filho nasceu cego. O segundo morreu. O terceiro nasceu surdo. O quarto é tuberculoso e ela está pensando seriamente em abortar a quinta gravidez.
Que conselhos vocês dariam a esta mãe?
Com bases nesses fatos, a maioria dos alunos concordou que o aborto seria a melhor alternativa. O professor, então disse aos alunos:
- Os que disseram sim à idéia do aborto, saibam que acabaram de matar o grande compositor Ludwig Van Beethoven.
Mas graças a Deus, a mãe de Beethoven não o abortou.
Trecho do livro: Aborto? Nunca!

Felipe Aquinofelipeaquino@cancaonova.comProf. Felipe Aquino, casado, 5 fihos, doutor em Física pela UNESP. É membro do Conselho Diretor da Fundação João Paulo II. Participa de Aprofundamentos no país e no exterior, já escreveu 60 livros e apresenta dois programas semanais na TV Canção Nova: "Escola da Fé" e "Trocando Idéias". Conheça mais em Blog do Professor FelipeSite do autor: www.cleofas.com.br 16/01/2006 - 16h15
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Leia mais:.: Os reais interesses dos que desejam legalizar o aborto.: O Projeto Matar e o Projeto Tamar: o aborto.: Desembargador do RS destaca absurdo de defender tartarugas e legalizar aborto
FONTE:http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?id=&e=3774

ABORTO (POLÊMICA)

polêmica
'Estupra mas não aborta'. É o que pensa um arcebispo
Muitas vezes os leitores deste blog são muito mais ágeis do que o blogueiro. Eu já havia pensado em comentar o caso do estupro de uma menina de 9 anos pelo próprio padrasto, quando o episódio foi ganhando dimensão e virou o tema de discussão na caixa de comentários do blog.
Esse caso tem uma sequência de barbaridades que me dá a sensação de que o Brasil está cada vez mais distante de um debate maduro sobre a segurança e criminalidade. Primeiro, uma criança é estuprada e engravidada de gêmeos pelo próprio padastro. Os médicos conseguem salvar a vida da grávida e fazer um aborto, que é previsto dentro da lei. Depois do silêncio sobre o estupro, uma autoridade eclesiástica vem condenar os médicos que fizeram o aborto legal.
O Direito Canônico da Igreja Católica - que torna automática a excomunhão de quem praticar aborto - pode ser muito últil mas apenas para quem pertence àquela igreja. Eu, que não sou católico, confesso não estou nada preocupado como Direito Canônico.
Mas o que me preocupou de verdade foi ouvir o arcebispo de Olinda e Recife, Dom José Cardoso Sobrinho, dizer que aborto é mais grave que estupro e às vésperas do Dia Internacional da Mulher, a maior vítima desses dois tipos de crime. O estupro é considerado um crime hediondo no Brasil. As leis dos homens podem definir os crimes maiores e menores. Mas diante da lei de Deus, que o arcebispo apregoa seguir, não há pecados maiores nem menores. Não sou teólogo, mas pelo pouco que conheço, a Bíblia não autoriza ninguém a dizer que um pecado é mais ou menos grave do que outro. Essa escala de valores é transmitida de acordo com a cultura de cada povo ou grupo.
O aborto é considerado crime no Brasil, exceto em duas situações: no caso de estupro e de risco de vida para a mãe. Imagino que ninguém em sã consciência é a favor do aborto, embora o problema mais grave desse "pecado" é que seja praticado contra o próprio corpo da mulher, colocando em risco sua própria vida. O aborto pode ser considerado um homicídio culposo, sim, mas marcado pelo intenso debate sobre a individualidade do feto. A Bíblia considera o feto uma vida humana que não pode ser ceifada (não matarás). Decidir que vida terá direito a prosseguir fora do útero é sem dúvida uma intervenção humana nos planos insondáveis de Deus, mas só Ele tem o poder de julgar aqueles que tentam se passar por Deus.
Já o estupro está claro que é um crime contra o corpo e alma da vítima, mais precisamente da mulher. Pode deixar sequelas irreparáveis, talvez piores do que para quem se sentiu culpado por decidir por abortar um feto. A pena prevista no Código Penal é de 6 a dez anos de reclusão (artigo 213). O crime foi considerado hediondo a partir de 1990.
Pelo pouco entendimento que tenho de assuntos teológicos, a cruz simboliza a comunhão entre Deus e entre os homens (uma haste é horizontal e outra vertical). Como a cruz também é um símbolo do catolicismo, imagino, portanto, que a Igreja Católica pense que a comunhão com Deus também pressuponha comunhão entre os homens. E como pode haver comunhão perfeita com Deus se uma pessoa ofende e despreza outra pessoa, com a prática de crimes como estupros, assaltos, sequestros, homicídios, torturas? A meu ver todos esses criminosos deveriam ser excomungados.
Mas o arcebispo de Olinda acha que o correto é excomungar os médicos que fizeram um aborto legal. Essa atitude do reverendíssimo me lembra aquela frase infeliz dita um dia pelo pequeno grande político Paulo Maluf durante sua candidatura às eleições presidenciais em 89: "Estupra mas não mata". A atitude do arcebispo ecoa no meu ouvido exatamente assim: "Estupra, mas não aborta".

É repugnante a postura do arcebispo de Recife, da CNBB e do Vaticano no que diz respeito à condenação pública – através do rito da excomunhão – da família da menina de Pernambuco estuprada e engravidada pelo padrasto, e da equipe médica que nela realizou um procedimento de aborto.
O fundamentalismo religioso é uma chaga social que deve ser combatida em nome do progresso da humanidade e dos verdadeiros valores humanistas. Em seu zelo por dogmas petrificados e descolados da vida real, os fundamentalistas religiosos preferem a possibilidade da morte de milhares de mulheres, submetidas a abortos clandestinos, por ano a simplesmente arranhar um de seus “valorosos” princípios irracionalistas imutáveis.
O desprezo demonstrado diante do drama concreto da criança em questão e de sua família, revela o quanto estes “partidários do amor”, os fundamentalistas religiosos, expressam a antiga noção de que a pior hipocrisia é a hipocrisia de origem religiosa.
Como se fosse pouco, os “homens de fé” em questão ainda foram capazes de afirmar que o estuprador pedófilo merecia uma repreensão menos severa do que aquela reservada à família da menina e à equipe médica. É o cúmulo do anti-humanismo e da mentalidade reacionária e obscurantista. Diante de tanta escuridão, não me canso de proclamar a necessidade e as virtudes da razão que, de acordo com Habermas e os marxistas, entre outros, ainda não foi capaz de completar suas possibilidades iluminísticas em função dos constrangimentos e mutilações a ela impostas pela lógica do capital.
Postado por Maycon Bezerra de Almeida às 15:43

1 comentários:
depoimento disse...
É o mundo em que vivemos os criminosos são os que mais tem direitos na justça dos homens e também agora acreditem se quizer alguns acham também que na justiça de DEUS.
7 de Março de 2009 11:19
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Quais são os argumentos em favor do aborto? (DEBATE YAHOO)

Quais são os argumentos em favor do aborto?
Entrei em sites que se posicionam a favor, em sites oficiais e também em sites militantes e continuo achando isto uma aberração sem tamanho. Não consigo ver isto por outra lógica que não seja a do assassinato. Porque não existe um argumento convincente. Sempre há um contra-argumento muito melhor.O que percebo é que parece ser uma luta política onde quem quer atacar a Igreja, firma posições contra ela; quem quer lutar contra o patriarcado vê no aborto um ganho de poder para a mulher; humanistas decentes são convencidos apenas para continuarem sentindo-se parte de uma elite de pensadores, visto que não ganharam autonomia suficiente para pensar além das "modas de pensamento" e firmarem pontos de vista próprios; socialistas e anarquistas vêem um ataque ao Estado e seus mecanismos repressores. Enfim, não consigo ver um argumento que leve em consideração o valor da vida humana propriamente dita. Só vejo jogo político nisso tudo.Alguém poderia me dizer argumentos bons? Prometo considerar.
1 ano atrás
Detalhes Adicionais
DETALHE IMPORTANTE: As legislações dos países que estão aprovando o aborto não se restringem apenas ao estupro e à gravidez de risco, mas colocam outros casos em questão.
1 ano atrás
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by Passageiro do Mundo
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Mulheres violentadas e mães com gravidez indesejadas, o que doí mais: A dor do aborto ou a de ser rejeitado a vida inteira? Pense nisso.
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http://passageirodomundo.blogspot.com/
1 ano atrás
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exatamente o que a juliana disse.e acrescento:tbm deve procurar entender o lado de adolescentes dependentes (de familiares ou possa ser outra situação).Ou seja os problemas familiares que eles possam ter ao anunciar uma gravidez,a vida pode mudar completamente.mas claro se quando não tem auxilio,informação sobre como é a vida.e se ela não obter essa informação e gerar mais uma vida que conteudos ela poderá passar para esse filho e se ela mesma não obteve antes,tudo bem que possa ter agora depois de dar a luz mas concerteza ALGO faltará sempre.=]
1 ano atrás
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by Paulo Kosthy
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Estupro comprovado por médicos altamentes qualificados.Do contrário, não há argumento.
1 ano atrás
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by Juliana Bernardo
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Você é homem, não é?deve ser por isso que você não viu razões óbvias para a legalização do aborto.o poder de dar á luz torna-se uma maldição se não é do seu gosto gerar uma criança. Só a mãe sabe sob que condições terá que criar um criança, portanto, só ela pode decidir. Autonomia sobre o corpo, possíveis problemas de saúde na gestação, dificuldade no parto ou falta de condições psicológicas/financeiras pra criar a criança são apenas alguns motivos que voc~e deve considerar.ah, vou te lembrar uma coisinha: até 3 meses o feto não tem sistema nervoso, por isso, ele não sente dor. Agora como o aborto ainda está sob a égide da clandestinidade, mulheres fazem-no aos 6, 7 meses. Percebe o problema? Se sua bandeira é defender a vida, pense na vida da mãe. Ou ainda naquela que está sendo gerada, que pode nascer sob condições miseráveis e ser ais uma vítima da civilização.
1 ano atrás
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by rudivald...
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Ñ existem argumento sérios a favor do aborto, mas uma tentativa de sabotar a vida. P quem ñ acredita q a vida é um projeto de Deus, abortar ñ é mt diferente de usar o vaso sanitário.
1 ano atrás
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by Dara Le Fay
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Não há argumentos "bons" a favor do aborto. Todos são passíveis de falha.O problema é que posicionamentos frios, distantes da realidade de quem já abortou, também não ajudam em nada. "Aberração sem tamanho", "Assassinato" "Crime"... Isso também não enriquece muito o debate.Vou te falar o meu posicionamento, ok?Eu sou contra o aborto, mas os motivos são diversos dos que são "contra-aborto". A maioria está preocupada em não ver seus mundos e ideologias agredidos, sem tentar ver além desse problema.A pergunta a ser feita é: quais os motivos que levam uma mulher a abortar? E a partir daí combater os motivos, e não a mulher. A mulher na maioria das vezes está assustada e abalada de mais para pensar em "crime", "cadeia" ou "pena de morte". Na maioria das vezes as conseqüências daquela gravidez são, para a grávida, mais graves do que ir presas.Também não adianta o argumento de que "Elas conheciam os métodos anticoncepcionais, não usaram por que não quiseram". Também não é assim. A pergunta é: por que não usaram os métodos? Como fazer com que elas usem, não por pressão de milhões de vozes falando "use camisinha", mas sim por ouvir aquela vozinha interna que diz: "Não engravide agora"?Acho, sinceramente, que devemos tentar ao máximo fazer com que as mulheres não PRECISEM abortar. Elas devem ter amor próprio, planos futuros, maturidade, segurança emocional. Devem usar os métodos anticoncepcionais por entenderem que é melhor para elas, não por mero medo de engravidar e ter a sociedade contra. Sou a favor de uma ONG que apóie essas mulheres, essas meninas na maioria das vezes. Ontem vi uma reportagem sobre gravidez na adolescência com uma estatística alarmante: metade das meninas que engravidam na adolescência volta a engravidar menos de um ano depois do parto, do mesmo parceiro ou de outro parceiro. Os trabalhos do núcleo de psicologia do núcleo de Obstetrícia adolescente do Hospital das Clínicas da USP conseguiu reduzir drasticamente esses números. Sabe como? Com a criação do "Plantão do Sentimento". Eram simplesmente médicas, psicólogas e enfermeiras que estavam 24 horas de plantão para ouvir e conversar com as meninas sobre qualquer assunto, desde uma decepção amorosa até problemas de auto-estima. Esse apoio emocional, aliado ao exemplo de vida das profissionais da saúde faziam com que raramente uma adolescente voltasse a engravidar, prosseguindo assim seus estudos e sua vida normal.Também sou à favor de uma legislação que facilite e incentive a adoção. Desta forma, uma mãe poderia muito mais facilmente entregar seu filho à adoção, e este teria mais chances de ser adotado.Se uma mulher segura de si, com uma boa situação emocional, profissional e psicológica, e tendo apoio para entregar o bebê à adoção ainda assim aborta, aí sim seria um crime frio e digno de prisão.Sou contra o aborto. Mas sou à favor da vida. E vida não é só respirar e ter pulso, mas é também ter condições de ter uma vida de qualidade. Para a mãe e para o bebê.Pax!
Fonte(s):
Esse site tem um artigo longo, mas muito bom, mostrando a falibilidade de cada argumento tanto pró quanto contra o aborto. Vale à pena dar uma olhada. Tenho conhecimento desse site há mais ou menos um mês.http://criticanarede.com/aborto1.html
1 ano atrás
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http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20080121060901AAMSN4l